Moraes suspende lei que poderia beneficiar condenados do 8/1
O ministro Alexandre de Moraes suspendeu a Lei da Dosimetria, impedindo a redução de penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro até análise do STF.
Pontos principais
- A decisão monocrática suspende a Lei 15.402/2026 até o julgamento definitivo pelo plenário do STF.
- A norma, aprovada após derrubada de veto presidencial, altera regras de progressão de regime e remição de pena.
- A suspensão atende a ações da ABI e da federação PSOL-Rede que questionam a constitucionalidade da lei.
- A medida impede a aplicação da lei em casos de condenados pelos atos de 8 de janeiro e cria precedente para o ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Moraes solicitou manifestações formais da Presidência da República e do Congresso Nacional.
- Parlamentares da oposição, como Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho, criticaram a decisão como interferência do Judiciário no Legislativo.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão cautelar da Lei 15.402/2026, conhecida como Lei da Dosimetria. A decisão, proferida no âmbito das ADIs 7.966 e 7.967, impede que a nova legislação seja aplicada em processos sensíveis, incluindo execuções penais de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A norma é alvo de questionamentos por parte da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da federação PSOL-Rede, que apontam riscos na alteração das regras de progressão de regime e na forma de soma das penas para crimes contra a democracia. O ministro justificou a medida pela necessidade de preservar a integridade dos processos até que o plenário da Corte julgue a constitucionalidade da norma, solicitando manifestações formais dos Poderes Executivo e Legislativo.
A decisão gerou forte reação entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que também poderia ser impactado pela lei. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou a medida como uma 'canetada monocrática' e um excesso de poder do Judiciário sobre as decisões do Congresso Nacional. No mesmo sentido, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, criticou a intervenção, classificando-a como uma interferência na vontade popular expressa pelo Legislativo. Com a suspensão mantida, as regras anteriores à nova lei permanecem em vigor para os casos afetados até que os ministros concluam a análise colegiada sobre o tema.
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