EUA reabriram o Estreito de Ormuz após afundar embarcações iranianas, que retaliaram com ataques a navios e aos Emirados Árabes Unidos, colocando a trégua em risco e gerando preocupação entre aliados do Golfo.
Forças americanas reabriram uma faixa do Estreito de Ormuz na segunda-feira, após afundar seis embarcações iranianas que miravam navios civis. O almirante Brad Cooper afirmou que as forças abriram uma passagem livre de minas iranianas e derrotaram cada ameaça lançada contra navios civis. A administração Trump havia informado o Irã sobre a operação "Project Freedom" no Estreito de Ormuz e advertido para não haver interferência.
No mesmo dia, apesar do aviso, o Irã disparou 15 mísseis e 4 drones contra os Emirados Árabes Unidos, com um drone atingindo uma instalação petrolífera em Fujairah e ferindo três indianos. O Irã também lançou ataques contra navios da Marinha dos EUA e embarcações comerciais. Mísseis iranianos teriam mirado os Emirados Árabes Unidos pela segunda vez em 48 horas, enquanto as forças navais dos EUA continuam os esforços para reabrir o Estreito de Ormuz. O secretário de defesa dos EUA, Pete Hegseth, havia insistido que a trégua estava intacta, mas o conflito atingiu um impasse doloroso.
Posteriormente, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou o fim da "Operação Fúria Épica" contra o Irã, 66 dias após o início dos bombardeios, e afirmou que o foco dos EUA agora é proteger a navegação no Estreito de Ormuz. No entanto, um navio cargueiro foi atingido por um projétil desconhecido no estreito, sinalizando a continuidade do conflito. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, rejeitou as exigências americanas para retomar negociações, classificando-as como "impossíveis" devido à política de máxima pressão dos EUA. O Irã classificou a iniciativa dos EUA em Ormuz, o "Projeto Liberdade", como uma violação do cessar-fogo e anunciou um novo protocolo para navios que desejam transitar pelo estreito. Este cenário coloca a trégua de um mês entre Irã e EUA em novo perigo, apesar de líderes em Teerã e Washington acreditarem que a vitória está próxima. EUA e nações árabes do Golfo redigem nova resolução no Conselho de Segurança da ONU para condenar o Irã pelo bloqueio do estreito, enquanto autoridades dos EUA e Israel consideram a possibilidade de Trump ordenar a retomada da guerra se o impasse diplomático persistir. Governos aliados dos EUA no Golfo expressam preocupação com os ataques do Irã nos Emirados Árabes Unidos, temendo que Teerã esteja se aproveitando da hesitação americana na região, o que sugere uma mudança no equilíbrio de poder regional.
WSJ World • 5 mai, 21:00
InfoMoney • 5 mai, 18:46
The Guardian World • 5 mai, 16:11
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