EUA e Irã negociam plano de paz e reabertura do Estreito de Ormuz após troca de tiros e acusações mútuas, enquanto os Emirados Árabes Unidos relatam ataque de mísseis e drones, pressionando o cessar-fogo.

Militares dos Estados Unidos e do Irã trocaram tiros no Estreito de Ormuz nesta quinta-feira (7), em meio a acusações mútuas de violação de um cessar-fogo. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM) afirmou ter interceptado ataques iranianos com mísseis, drones e pequenas embarcações contra três destróieres americanos que transitavam pela região. Em resposta, os EUA atacaram instalações militares iranianas, incluindo locais de lançamento de mísseis e drones, e estruturas de inteligência, descrevendo as ações iranianas como hostilidades "não provocadas" e suas próprias ações como "autodefesa". O CENTCOM declarou que não busca escalar o conflito, mas está preparado para defender seus militares e ativos na região.
Por outro lado, o Irã acusou os EUA de violarem o cessar-fogo ao atacar dois navios e áreas civis no estreito, incluindo um petroleiro iraniano. A mídia estatal iraniana alegou que a marinha iraniana alvejou três destróieres dos EUA. O chanceler iraniano, Abbas Aragchi, condenou os ataques dos EUA como uma "aventura militar irresponsável" que terá consequências e afirmou que o Irã aumentou seu estoque de mísseis e capacidade de lançamento em 120% desde o início do conflito. Explosões foram ouvidas em Bandar Abbas e na ilha de Qeshm, e a defesa aérea foi ativada em Teerã. O confronto no Estreito de Ormuz, uma rota crítica para a segurança marítima e o comércio global de petróleo, ocorre em um momento de tensão para o cessar-fogo existente entre as partes, ameaçando fragilizá-lo ainda mais.
Em um desenvolvimento adicional, os Emirados Árabes Unidos relataram um ataque de mísseis e drones em seu território, ocorrido horas depois dos confrontos no Estreito de Ormuz. O Ministério da Defesa dos EAU aconselhou a população a não se aproximar de detritos de interceptações aéreas. Este incidente adiciona pressão sobre a frágil trégua entre EUA e Irã, que estavam em processo de considerar um acordo de paz. Donald Trump comentou o incidente no Truth Social, afirmando que os destróieres americanos prevaleceram, minimizando os ataques como um "tapinha" e que o cessar-fogo permanece intacto, apesar dos confrontos e do novo ataque.
Em paralelo, autoridades iranianas confirmaram negociações com os EUA para um plano de uma página visando reabrir o Estreito de Ormuz e suspender as hostilidades por 30 dias. Este plano inicial inclui o fim do bloqueio americano a navios e portos iranianos, a retomada do tráfego comercial no estreito e a cessação dos combates, após o conflito de três meses ter impactado cadeias globais de suprimentos e preços de energia. As partes estão discutindo um acordo para um fim permanente da guerra e aguardam respostas sobre a proposta, embora o Irã considere alguns termos americanos inaceitáveis.
O principal impasse para um acordo de paz mais amplo é o futuro do programa de enriquecimento nuclear do Irã e seu estoque de urânio. Os EUA propõem que o Irã entregue seu estoque e suspenda o enriquecimento por 20 anos, enquanto o Irã sugere diluir parte do urânio e interromper o programa por 10 a 15 anos. O Comando militar conjunto iraniano prometeu responder de forma poderosa a qualquer ataque, e o Irã negou envolvimento em um ataque a um cargueiro sul-coreano, alertando sobre a necessidade de autorização para transitar pelo Estreito de Ormuz. A situação permanece volátil, com ambos os lados afirmando que o outro disparou primeiro.
G1 Mundo • 8 mai, 08:01
InfoMoney • 8 mai, 07:35
InfoMoney • 8 mai, 06:23
5 mai, 09:00
4 mai, 08:07
22 abr, 10:04
18 abr, 19:02
18 abr, 09:04
Carregando comentários...