Irã nega destruição de forças e EUA ameaçam com combate e bloqueio naval
O Irã nega a destruição de suas forças e propõe passagem segura em Ormuz, enquanto os EUA enviam tropas, impõem sanções e ameaçam com retomada de combate e bloqueio naval.
Pontos principais
- O Irã propôs permitir a passagem segura de navios pelo lado de Omã do Estreito de Ormuz em negociações com os EUA.
- A proposta iraniana visa evitar um novo conflito e restaurar o trânsito seguro na hidrovia, que movimenta 20% do petróleo e gás mundiais.
- O comandante iraniano Amir Hatami negou que suas forças navais e aéreas tenham sido destruídas por ataques dos EUA e Israel.
- Os EUA enviaram mais de 10 mil militares para o Oriente Médio, incluindo tropas a bordo do porta-aviões USS George H.W. Bush.
- O Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções a mais de 20 entidades ligadas ao transporte de petróleo do Irã.
- O Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o Irã está desenterrando lançadores e mísseis destruídos por bombardeios.
- Hegseth alertou que as forças dos EUA estão prontas para retomar o combate se o Irã não chegar a um acordo de paz.
- Os EUA impuseram um bloqueio militar a todos os navios que tentam entrar ou sair do Irã, com ameaça de uso da força.
- O chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, está em Teerã para mediar negociações entre EUA e Irã.
- O Irã ameaça bloquear rotas marítimas cruciais no Golfo Pérsico e Mar Vermelho em resposta ao bloqueio naval e sanções.
As tensões entre Estados Unidos e Irã permanecem elevadas, com o Irã apresentando uma proposta para permitir a passagem segura de navios pelo lado de Omã do Estreito de Ormuz. Esta iniciativa, que busca evitar um novo conflito e restaurar o trânsito seguro na hidrovia vital para o comércio global de petróleo e gás, marca um afastamento de ideias mais combativas de Teerã. A proposta iraniana depende da disposição de Washington em atender às exigências de Teerã e restauraria o status quo de trânsito pelo estreito, que estava em vigor há décadas, com o esquema de separação de tráfego da ONU.
Em paralelo, os EUA intensificaram a pressão sobre o Irã com o envio de mais de 10 mil militares americanos para o Oriente Médio, incluindo tropas a bordo do porta-aviões USS George H.W. Bush. O Pentágono ordenou o envio de tropas adicionais, somando-se aos cerca de 50 mil americanos já na região, como forma de pressão antes de uma possível segunda rodada de negociações de paz. O Departamento do Tesouro dos EUA também impôs sanções a mais de 20 entidades ligadas ao transporte de petróleo do Irã.
O Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, alertou que as forças americanas estão prontas para retomar o combate contra o Irã caso um acordo de paz não seja alcançado. Hegseth afirmou que o Irã pode escolher um futuro próspero ou enfrentar um bloqueio e bombardeios, e declarou que as Forças Armadas americanas estão prontas para retomar o combate caso um acordo de paz não seja aceito, ameaçando o Irã com ataques à sua infraestrutura e setor energético se o país fizer "escolhas ruins". Hegseth também afirmou que o Irã está desenterrando lançadores e mísseis destruídos por bombardeios, com imagens de satélite mostrando escavadeiras e maquinaria pesada em ruínas de um local bombardeado em Tabriz.
Como parte da campanha de pressão, os EUA impuseram um bloqueio militar a todos os navios que tentam entrar ou sair do Irã. O general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, declarou que qualquer navio com bandeira iraniana ou que forneça apoio material ao Irã será perseguido. Navios que tentarem romper o bloqueio serão interceptados e, se não obedecerem, a força será usada, com a aplicação do bloqueio ocorrendo tanto em águas territoriais do Irã quanto em águas internacionais.
Em resposta às alegações americanas de destruição de suas forças, o comandante iraniano Amir Hatami negou que suas forças armadas navais e aéreas tenham sido destruídas por ataques dos EUA e Israel, afirmando que sua frota está intacta. O Irã, por sua vez, afirmou que duas de suas embarcações conseguiram furar o bloqueio em Ormuz e ameaçou bloquear o fluxo comercial no Mar Vermelho e no Golfo Pérsico se o bloqueio americano persistir. As negociações de paz entre EUA e Irã, mediadas pelo Paquistão, estão em andamento, mas o Irã insiste em seu direito de enriquecer urânio, embora a porcentagem seja negociável.
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