Os Emirados Árabes Unidos relataram ataques de mísseis e drones do Irã, com feridos e danos, em meio a tensões e fragilidade do cessar-fogo, enquanto o Irã reivindicou ter atacado um navio dos EUA.
Os Emirados Árabes Unidos emitiram um alerta de míssil e relataram ataques de mísseis e drones vindos do Irã em 4 de maio, marcando a primeira vez que tal aviso é feito desde o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, estabelecido há aproximadamente um mês. Este desenvolvimento ressalta a fragilidade dos esforços diplomáticos para estabilizar a região e encerrar um conflito que já resultou em milhares de mortes. O Ministério das Relações Exteriores emiradense classificou o ataque como uma "escalada grave" e uma ameaça direta à segurança do país.
As defesas aéreas dos EAU interceptaram mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones, com quatro mísseis disparados do território iraniano. Incêndios foram registrados em uma instalação de combustível em Fujairah, e uma refinaria foi atingida, deixando três pessoas de nacionalidade indiana feridas. Além disso, um prédio residencial em Bukha, Omã, também foi atingido, resultando em dois feridos, e o incidente está sob investigação. O Irã negou autoria do ataque aos Emirados Árabes, mas não se manifestou sobre o incidente em Omã.
Paralelamente, o Irã reivindicou ter atacado um navio de guerra dos EUA, alegação que foi negada por Washington. Os incidentes ocorrem após o Presidente Trump lançar uma iniciativa para "guiar" navios pelo Estreito de Hormuz, e o Irã ameaçar responder com "força". A instabilidade na região do Golfo Pérsico tem implicações significativas para o mercado global de energia, com qualquer aumento nas hostilidades podendo afetar o fornecimento e os preços do petróleo.
Bloomberg - Markets • 4 mai, 14:25
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