EUA e Arábia Saudita realizam ataques conjuntos contra milícias no Iraque
Ação militar responde a ataques com drones contra instalações petrolíferas sauditas e bases americanas, elevando a tensão geopolítica no Oriente Médio.
Pontos principais
- Forças dos EUA e da Arábia Saudita atingiram depósitos de armas e infraestruturas de grupos alinhados ao Irã no Iraque.
- A ofensiva foi uma resposta a mais de 30 ataques com drones contra instalações petrolíferas sauditas e tropas americanas na Jordânia.
- O governo iraquiano convocou uma reunião de emergência para discutir a violação de sua soberania territorial.
- O Irã negou envolvimento direto nos ataques com drones e classificou as acusações como um erro de cálculo.
- O preço do petróleo Brent subiu quase 4%, atingindo US$ 87,10 o barril devido à instabilidade na região.
- O Comando Central dos EUA (CENTCOM) justificou a operação como uma medida necessária para proteger infraestruturas estratégicas.
- O conflito encerrou uma breve trégua de três dias e intensificou os temores de uma guerra ampliada no Oriente Médio.
Os Estados Unidos e a Arábia Saudita conduziram ataques coordenados contra posições de milícias apoiadas pelo Irã no Iraque, marcando uma escalada significativa na instabilidade regional. A operação, confirmada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), visou depósitos de armas e instalações logísticas utilizadas por grupos paramilitares. A ofensiva ocorre como retaliação direta a uma série de ataques com drones realizados nos últimos dias contra infraestruturas petrolíferas sauditas e bases militares americanas, incluindo uma instalação na Jordânia. A participação direta da Arábia Saudita em ações militares ofensivas ao lado dos EUA representa uma mudança estratégica relevante na dinâmica de segurança do Golfo Pérsico.
O governo do Iraque reagiu prontamente à incursão, convocando uma reunião de segurança de alto nível para debater a violação de sua soberania. Enquanto isso, Teerã negou qualquer responsabilidade pelos ataques com drones, classificando as acusações de Washington e Riade como um erro de cálculo político. O cenário é agravado pelo fracasso das negociações entre Irã e Omã sobre o controle do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, ponto nevrálgico para o transporte global de energia.
A instabilidade militar gerou reflexos imediatos nos mercados globais, com o preço do barril de petróleo Brent registrando alta de quase 4%, cotado a US$ 87,10. Analistas alertam que a abertura de uma nova frente de batalha no Iraque, somada às tensões no Mar Vermelho, eleva o risco de um conflito ampliado no Oriente Médio. O episódio coloca pressão adicional sobre a administração do presidente Donald Trump, que enfrenta desafios geopolíticos crescentes em um momento de debates internos sobre a capacidade de resposta militar e o estoque de munições estratégicas das forças americanas.
Fontes primárias
U.S., Saudi Forces Strike Iran-Backed Terrorist Sites in Iraq
No comunicado oficial (28 de julho de 2026), o CENTCOM afirma que forças dos EUA e da Arábia Saudita realizaram ataques de precisão no Iraque contra "terroristas alinhados ao Irã" que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) teria dirigido para atacar tropas americanas e a infraestrutura energética saudita. Caças americanos e sauditas atingiram múltiplos depósitos de logística e armas no leste do Iraque, em resposta a mais de 30 ataques de drones nas 72 horas anteriores. O comando afirma que os ataques contra as forças dos EUA "não tiveram sucesso" e que, entre fevereiro e abril de 2026, milícias iraquianas alinhadas ao Irã já haviam tentado mais de 600 ataques contra cidadãos e instalações americanas. O texto encerra com um aviso: "a IRGC e seus procuradores terroristas devem cessar esses ataques para evitar uma nova resposta militar dos EUA".
Saudi Arabia Affirms That Strikes by Saudi Armed Forces, in Coordination with U.S. Central Command Against Specific Targets in Iraq Were Under the Right of Self-Defense Guaranteed by International Law
Em nota oficial de 29 de julho de 2026, o governo saudita afirma que os ataques das Forças Armadas sauditas, em coordenação com o CENTCOM americano, contra alvos específicos no território do Iraque ligados aos ataques às instalações petrolíferas do reino, foram realizados no exercício do direito inerente de legítima defesa, conforme reconhecido pelo direito internacional nos termos do Artigo 51 da Carta da ONU. O texto faz referência a duas notas anteriores (27 e 28 de julho) sobre ataques de drones "repreensíveis" de milícias apoiadas pelo Irã no Iraque, acusando-as de escolher "um caminho irresponsável de escalada" e violar o direito internacional, mesmo enquanto o reino se esforçava para reduzir as tensões na região. Conclui afirmando que o reino "não busca escalada", mas que, caso sofra novos ataques, "não hesitará em tomar todas as medidas necessárias para salvaguardar sua soberania e proteger seus cidadãos e ativos nacionais".
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