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Irã ataca Bahrein e Kuwait em escalada de 100 dias no Golfo

A tensão no Golfo Pérsico atinge 100 dias com ataques iranianos ao Kuwait e Bahrein, enquanto Teerã acusa os EUA de violarem o cessar-fogo de abril com bombardeios a radares.

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Foto: Bloomberg - Markets
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06/06 às 09:15 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A Guarda Revolucionária do Irã atacou a base aérea de Ali Al Salem e instalações da 5ª Frota dos EUA.
  • O Irã classificou os ataques americanos a radares em Goruk e Qeshm como violação do cessar-fogo de abril.
  • Forças dos EUA interceptaram seis mísseis balísticos e drones direcionados ao Kuwait e Bahrein.
  • O presidente Donald Trump afirmou que o Irã ainda mantém 22% de sua capacidade balística original.
  • Os EUA mantêm um bloqueio naval no Estreito de Ormuz para conter a ofensiva iraniana.
  • O exército do Kuwait interceptou mísseis iranianos, registrando apenas danos materiais.
  • A escalada militar provoca forte alta nos preços globais de energia e pressão política sobre Washington.
  • Novas trocas de tiros testam a estabilidade do cessar-fogo e elevam o risco de ampliação do conflito regional.
  • O governo iraniano sustenta que a resposta militar dos EUA ultrapassa os limites da defesa regional.

A escalada de tensões no Golfo Pérsico completou 100 dias com uma série de ataques coordenados da Guarda Revolucionária do Irã contra o Bahrein e o Kuwait. O Comando Central dos Estados Unidos confirmou a interceptação de seis mísseis balísticos e diversos drones que visavam a base aérea de Ali Al Salem e instalações da 5ª Frota da Marinha americana. Em resposta ao lançamento de drones iranianos em direção ao Estreito de Ormuz, as forças dos EUA neutralizaram os projéteis e conduziram ataques contra radares iranianos em Goruk e na Ilha de Qeshm, mantendo um bloqueio estratégico aos portos iranianos. O presidente Donald Trump destacou que, apesar da ofensiva, o Irã ainda retém cerca de 22% de sua capacidade balística original.

Em contrapartida, o governo iraniano denunciou a ofensiva americana contra seus radares e instalações de vigilância costeira como uma violação flagrante do cessar-fogo vigente desde 8 de abril de 2026. Teerã sustenta que a resposta militar dos EUA ultrapassa os limites da defesa regional, intensificando o impasse diplomático. O governo do Kuwait, por sua vez, condenou formalmente a violação de sua soberania, confirmando que seu exército interceptou mísseis balísticos, resultando apenas em danos materiais. No Bahrein, sirenes de alerta foram acionadas, refletindo a insegurança gerada pela troca de ataques que, segundo analistas, coloca em risco a estabilidade do frágil acordo de paz.

O confronto ocorre em um momento de fragilidade das relações entre Washington e Teerã, impactando severamente o mercado global de energia e elevando os preços do petróleo. A persistência do conflito impõe desafios significativos à administração de Trump, que enfrenta pressões internas e externas diante do risco de novos desdobramentos militares. A situação permanece monitorada por autoridades internacionais, que temem que a contínua troca de tiros e o bloqueio naval possam escalar para um conflito regional de proporções maiores, ameaçando a segurança no Oriente Médio.

Fontes primárias

IRGC / Gabinete de Relações Públicas (via Press TV)

Comunicado do IRGC — ataque a bases dos EUA no Kuwait e no Bahrein (6 jun 2026)

Em comunicado divulgado na manhã de sábado (6 jun), o IRGC afirma que, à 1h30, quatro petroleiros 'em violação', instigados e guiados pelo exército americano, tentaram sair ilegalmente do Estreito de Ormuz ignorando avisos da Marinha do IRGC; um foi atingido e parado, os demais recuaram. Às 2h30, drones americanos teriam atingido um mastro de telecomunicações na Ilha de Qeshm e outro em Sirik com dois projéteis. Em resposta a essa 'agressão', a Força Aeroespacial do IRGC lançou mísseis balísticos contra duas bases aéreas dos EUA no Kuwait — uma identificada como Ali Al Salem — e contra 'instalações remanescentes importantes' da Quinta Frota dos EUA no Bahrein. O IRGC adverte que, se 'tais atos de vilania' se repetirem, a resposta 'não será limitada', e ameaça o 'fechamento completo' do Estreito de Ormuz à exportação de petróleo e gás. Afirma ainda manter 'controle total' sobre o Estreito.

U.S. Central Command (CENTCOM)

CENTCOM Forces Defeat Missiles, Drones Launched by Iran (6 jun 2026)

O CENTCOM confirma que, em 5 jun, o Irã disparou sete mísseis balísticos contra Kuwait e Bahrein, horas depois de forças americanas abaterem quatro drones iranianos de ataque ('one-way') lançados em direção ao Estreito de Ormuz, que representavam 'ameaça imediata' ao tráfego marítimo. Em resposta, os EUA atingiram sítios de radar de vigilância costeira do Irã em Goruk e na Ilha de Qeshm. Segundo avaliações iniciais, seis dos sete mísseis iranianos foram interceptados e o sétimo 'não alcançou o alvo pretendido'. O comando afirma não haver relatos de danos a pessoal americano e classifica como 'falsas' as alegações iranianas de ter danificado o quartel-general da Quinta Frota no Bahrein. Conclui que as forças do CENTCOM seguem 'vigilantes e posicionadas' para responder à 'agressão iraniana injustificada' em autodefesa.

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