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Kuwait e Bahrein interceptam ataques iranianos em meio a tensão

Ataques iranianos contra Kuwait e Bahrein falharam ou foram interceptados, levando os EUA a retaliar instalações militares iranianas na Ilha Qeshm.

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Foto: G1 Mundo
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02/06 às 21:04 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Forças do Kuwait e dos EUA no Bahrein interceptaram mísseis balísticos e drones disparados pelo Irã.
  • O governo do Kuwait confirmou danos em seu principal aeroporto após ataque de drone, resultando em feridos e suspensão de voos.
  • O Comando Central dos EUA confirmou que mísseis iranianos disparados contra o Kuwait e o Bahrein falharam ou foram neutralizados.
  • Em resposta, forças americanas realizaram operações militares contra uma instalação iraniana na Ilha Qeshm.
  • O presidente Donald Trump monitora a escalada do conflito, que também envolve tensões com Israel e o Líbano.
  • O impasse diplomático entre Washington e Teerã persiste sem sinais de desescalada imediata ou novos acordos de cessar-fogo.
  • A instabilidade no Estreito de Ormuz gera preocupações globais sobre o fluxo de petróleo e gás natural.

O Exército do Kuwait e as forças dos Estados Unidos posicionadas no Bahrein enfrentaram uma nova onda de ataques iranianos, intensificando a instabilidade na região do Golfo. Embora o Comando Central dos EUA tenha confirmado que a maioria dos mísseis disparados contra o Kuwait e o Bahrein falhou ou foi interceptada, o governo kuwaitiano confirmou que seu principal aeroporto sofreu danos estruturais significativos após ser atingido por um drone, causando feridos e forçando a suspensão imediata das operações aéreas comerciais. Em resposta à ofensiva, as forças americanas realizaram ataques direcionados a instalações militares iranianas na Ilha Qeshm, elevando o tom do confronto direto entre as duas nações.

O episódio ocorre em um cenário de crescente desconfiança, com ambos os países trocando acusações mútuas sobre a responsabilidade pelos ataques ocorridos durante a madrugada. Enquanto as negociações de paz permanecem estagnadas e sem sinais claros de um novo cessar-fogo, o governo do presidente Donald Trump monitora de perto a escalada do conflito, que se estende para além do Golfo e envolve também tensões com Israel e o Líbano. A comunidade internacional observa com crescente preocupação o agravamento da situação regional.

A persistência dos ataques e a falta de progresso nas conversas mantêm o Estreito de Ormuz sob tensão, com a região em estado de alerta máximo. O mercado internacional de energia reage com cautela, temendo que o agravamento do conflito possa comprometer o fluxo global de petróleo e gás natural. Sem perspectivas imediatas de desescalada, o cenário permanece incerto para as potências envolvidas e para a estabilidade do Oriente Médio.

Fontes primárias

U.S. Central Command (CENTCOM)

U.S., Partner Forces Defend Against Aggressive Iranian Behavior

Comunicado oficial do CENTCOM (2 jun) afirma que forças dos EUA 'derrotaram com sucesso' múltiplos mísseis balísticos e drones iranianos e conduziram ataques de autodefesa na ilha de Qeshm, em resposta a tentativas de ataque do Irã pela região. O Irã lançou vários mísseis balísticos contra vizinhos regionais, todos sem atingir os alvos: dois mísseis disparados contra o Kuwait caíram antes ou se partiram em rota, e três lançados contra o Bahrein foram imediatamente interceptados por defesas aéreas dos EUA e do Bahrein. Momentos antes, o CENTCOM abateu três drones suicidas (one-way) lançados contra marinheiros civis em águas regionais e atingiu uma estação militar iraniana de controle terrestre em Qeshm. Nenhum militar americano ferido. Em posts separados, o CENTCOM classificou como FALSA a alegação da Guarda Revolucionária (IRGC) de ter atingido o QG da 5ª Frota no Bahrein e uma base aérea dos EUA, e informou que uma onda adicional de drones contra forças americanas no Kuwait também falhou, com múltiplos drones abatidos.

Bahrain Defence Force (BDF) — General Command

Comunicado da Comandância Geral da Força de Defesa do Bahrein — interceptação de mísseis e drones iranianos

Comunicado da Comandância Geral da Força de Defesa do Bahrein (3 jun) anuncia que suas defesas aéreas interceptaram e destruíram três mísseis e vários drones que tinham como alvo bens civis no Reino. A BDF acusa o Irã de manter um 'comportamento hostil sistemático' por meio de ataques com mísseis e drones contra alvos civis, classificando-os como flagrante violação do direito internacional humanitário (princípios de distinção e proporcionalidade). Afirma que todas as unidades militares seguem no mais alto nível de prontidão para defender o Reino, que a Unidade Real de Engenharia de Campo está preparada para neutralizar com segurança quaisquer remanescentes, e pede à população que não se aproxime nem toque em objetos ou destroços suspeitos, reportando-os imediatamente às autoridades.

Ministério da Defesa do Kuwait / Estado-Maior General (via KUNA)

Ministério da Defesa do Kuwait — drones atingem Terminal 1 do Aeroporto Internacional

Comunicados oficiais do Kuwait (via KUNA, agência estatal, 3 jun): o porta-voz do Ministério da Defesa, brigadeiro-general Saud Abdulaziz Al-Otaibi, confirmou que drones hostis atingiram o Terminal 1 do Aeroporto Internacional do Kuwait, causando 'danos materiais significativos' ao prédio e ferimentos, com os feridos recebendo atendimento médico. O Estado-Maior General havia informado antes que as defesas aéreas kuwaitianas estavam 'enfrentando ataques hostis de mísseis e drones', sendo as explosões ouvidas resultado das interceptações, e alertou a população a não se aproximar de estilhaços ou objetos suspeitos. A Autoridade de Aviação Civil suspendeu o tráfego aéreo e desviou voos para aeroportos alternativos. O ataque noturno deixou um morto e vários feridos; o Gabinete condenou a agressão como violação da soberania e invocou o direito de autodefesa sob o art. 51 da Carta da ONU.

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