A administração Trump alterou sua abordagem no Irã de ataques militares para pressão econômica, após gastar mais de R$ 100 bilhões em mísseis, gerando dúvidas em aliados.
Após quase oito semanas de conflito, a administração Trump redefiniu sua estratégia em relação ao Irã, passando de uma abordagem inicial de ataques militares para uma política de pressão econômica sustentada. Essa mudança, que substitui a tática de “choque e pavor”, tem gerado questionamentos entre os aliados dos Estados Unidos, que expressam preocupação com a ausência de um plano claro e duradouro para resolver a crise. Autoridades americanas defendem a nova estratégia, argumentando que ataques conjuntos com Israel teriam fragilizado a liderança iraniana.
Em menos de dois meses de conflito, os Estados Unidos já gastaram mais de US$ 20 bilhões (R$ 100 bilhões) em mísseis contra o Irã. O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) estima que os EUA utilizaram mais da metade do estoque pré-guerra de mísseis essenciais, como o Tomahawk, embora ainda possuam capacidade para sustentar a guerra. Apesar dos gastos, relatórios da CBS News indicam que o Irã pode ter mais capacidade militar do que os EUA admitem, mantendo metade de seu arsenal de mísseis balísticos e sistemas de lançamento intactos. Paralelamente, o fechamento do Estreito de Ormuz continua a intensificar o impacto econômico global, enquanto a Casa Branca sinaliza que está disposta a aguardar por um acordo mais abrangente com o Irã.
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