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Irã ataca navios em Hormuz e negociações com EUA ficam incertas

O Irã atacou navios de carga no Estreito de Hormuz, gerando incerteza nas negociações com os EUA, enquanto o dólar operou estável após a prorrogação do cessar-fogo.

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Foto: G1 Mundo
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21/04 às 20:03 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • Donald Trump estendeu o cessar-fogo com o Irã a poucas horas do prazo final, após dias de ameaças de não renovação.
  • Trump concedeu ao Irã um prazo de três a cinco dias para unificar suas facções e apresentar uma contraproposta, ou o cessar-fogo será encerrado.
  • Os Estados Unidos mantiveram o bloqueio naval ao Irã e estão enviando tropas adicionais para a região.
  • Trump afirmou que o Irã está em colapso financeiro, perdendo 500 milhões de dólares por dia e com militares sem salários.
  • O Irã recusou-se a participar de novas negociações, acusando os EUA de descumprir o acordo e considerando o bloqueio um ato de guerra.
  • Há uma fratura interna no Irã entre negociadores civis e militares do IRGC, dificultando a tomada de decisões unificada.
  • A decisão de Trump ocorreu após pedido do Chefe do Estado Maior do Exército e do Primeiro-Ministro do Paquistão, visando ganhar tempo para a diplomacia.
  • O Irã atacou navios de carga no Estreito de Hormuz nesta quarta-feira (22), no primeiro dia da prorrogação do cessar-fogo.
  • O dólar subiu no mercado internacional, impulsionado pela aversão a risco, mas analistas do JPMorgan preveem que a manutenção do cessar-fogo pode ser negativa para a moeda.
  • O preço do petróleo Brent avançou 0,79% devido aos sinais contraditórios sobre a guerra e a importância do Estreito de Hormuz.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estendeu o cessar-fogo com o Irã a poucas horas do prazo final, uma decisão que surpreendeu após suas declarações anteriores de não renovação. A medida foi tomada após um pedido do Chefe do Estado Maior do Exército e do Primeiro-Ministro do Paquistão, em meio a um cenário de incerteza quanto ao futuro das negociações de paz. Esta é a segunda vez em semanas que Trump recua de uma ameaça de escalada de conflito com o Irã, em uma decisão que visa ganhar mais tempo para a diplomacia após um dia de intensas atividades diplomáticas, sugerindo uma estratégia de negociação que envolve recuos táticos para evitar conflitos diretos e destaca a natureza volátil da política externa de Trump em relação ao Irã. A duração do novo cessar-fogo não foi especificada, diferentemente do anterior, que teve prazo de duas semanas, o que, segundo especialistas, gera incertezas sobre o fim do conflito e seu impacto econômico e político nos EUA.

No entanto, Trump impôs um prazo de três a cinco dias para que o Irã resolva suas divisões internas e apresente uma contraproposta coerente, sob pena de encerramento do cessar-fogo. O presidente dos EUA declarou que o Irã está em colapso financeiro, perdendo 500 milhões de dólares por dia e com militares e policiais sem salários, o que o torna desesperado pela reabertura do Estreito de Ormuz. Negociadores dos EUA acreditam que um acordo para encerrar a guerra e abordar o programa nuclear iraniano ainda é possível, mas há preocupações sobre a falta de uma liderança unificada no Irã, onde existe uma fratura entre os negociadores civis e os militares do IRGC. A divisão se aprofundou após a recusa do IRGC em implementar a reabertura do Estreito de Ormuz e o assassinato de Ali Larijani em março, que desestabilizou a tomada de decisões.

Contrariando a extensão do cessar-fogo, os Estados Unidos mantiveram o bloqueio naval ao Irã, com a apreensão de um navio iraniano em águas internacionais, e estão enviando tropas adicionais para a região. O bloqueio de portos iranianos é uma tática de pressão dos EUA para um acordo com o Irã. A decisão de estender o cessar-fogo foi anunciada via Truth Social, com autoridades americanas aguardando uma resposta iraniana às condições enviadas, atribuindo o silêncio a dificuldades internas e fragmentação do regime iraniano. O Irã, por sua vez, recusou-se a enviar representantes para uma nova rodada de negociações, acusando os EUA de descumprir o acordo e considerando o bloqueio um ato de guerra. A Casa Branca tem expressado frustração com a falta de progresso e a incerteza sobre a participação iraniana, utilizando o bloqueio naval como principal alavanca de pressão. Grandes questões, como o bloqueio americano ao Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano, permanecem sem solução, dificultando um acordo de paz duradouro. Um assessor do Parlamento iraniano, no entanto, vê a medida como uma tática para um futuro ataque, indicando uma profunda desconfiança.

Em um desenvolvimento recente, o Irã atacou navios de carga no Estreito de Hormuz nesta quarta-feira (22), no primeiro dia da segunda prorrogação do cessar-fogo mediado por Donald Trump. A mídia estatal iraniana relatou "ações de execução" perto do Estreito de Hormuz, com dois navios sendo atacados na região. Este ataque eleva a tensão e torna incerta a continuidade das negociações entre Irã e EUA, que já enfrentavam dificuldades devido à falta de uma liderança unificada iraniana e às acusações mútuas de descumprimento de acordos. No mercado financeiro, o dólar subiu no mercado internacional, impulsionado pela aversão a risco e pela alta do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries, com o índice DXY fechando em alta de 0,30%. Apesar da valorização, analistas do JPMorgan preveem que a manutenção do cessar-fogo pode ser negativa para o dólar. O preço do petróleo Brent avançou 0,79% devido aos sinais contraditórios sobre a guerra e a importância estratégica do Estreito de Ormuz, enquanto mercados globais apresentaram desempenho misto. Investidores também monitoraram a sabatina de Kevin Warsh, indicado por Trump para liderar o Federal Reserve, que defendeu a independência do banco central e um balanço patrimonial menor.

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