Navios comerciais tentam transitar pelo Estreito de Ormuz após o anúncio de reabertura pelo Irã, que declarou a via acessível a todo o tráfego comercial durante um cessar-fogo de 10 dias no Líbano. Cerca de 20 embarcações iniciaram a navegação, o maior grupo desde o fechamento anterior, mas algumas pararam ou retornaram, indicando incerteza. Apesar da reabertura, o Irã enfatizou que o controle e a supervisão do estreito permanecem com Teerã. A TV estatal iraniana, citando uma autoridade militar, informou que a passagem de navios comerciais requer permissão da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica e deve ser restrita a rotas seguras, enquanto embarcações militares estão proibidas de atravessar o estreito. Dados de tráfego marítimo e comunicados da Guarda Revolucionária iraniana sugerem que a reabertura de Ormuz é incompleta e condicionada à supervisão iraniana e ao fim do bloqueio naval.
Contudo, o Irã ameaça fechar novamente o Estreito de Ormuz, crucial para o comércio global de petróleo, caso o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos persista, o que os iranianos consideram uma violação do cessar-fogo. A Agência Tasnim, ligada ao CGRI, informou que o fechamento do estreito afetaria 20% da produção mundial de petróleo. A liberação da passagem está condicionada à proibição de navios militares e de carga de países hostis, trânsito exclusivo em rota designada pelo Irã e coordenação do CGRI. Empresas de transporte marítimo, como a CMA CGM, manifestaram cautela e buscam esclarecimentos sobre riscos de segurança, como minas marítimas. A Organização Marítima Internacional da ONU está verificando a conformidade da reabertura com a liberdade de navegação e passagem segura.
As negociações entre EUA e Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano enfrentam impasses e declarações contraditórias. Donald Trump afirmou que as negociações avançaram, que não há mais "pontos conflitantes" e que o Irã aceitou não desenvolver armas nucleares, mas manterá o bloqueio naval até a conclusão do acordo. O Irã, por sua vez, rebateu as declarações de Trump, afirmando que o urânio enriquecido não será transferido e que pode fechar Ormuz novamente se o bloqueio naval persistir. Autoridades iranianas acusam Trump de mentir e indicam que ainda há "diferenças significativas", especialmente na questão nuclear, buscando alívio de sanções e compensações. Apesar das mensagens conflitantes de ambos os lados, um alto funcionário iraniano declarou que o Estreito de Ormuz está "completamente aberto", gerando esperanças de um possível avanço nas relações, embora Trump tenha reiterado a manutenção do bloqueio naval. Essa dinâmica complexa de sinalização entre os dois países destaca a situação do Estreito de Ormuz como um ponto central de discórdia e potencial conflito. Donald Trump também anunciou que novas conversas com o Irã para um acordo de paz devem ocorrer neste fim de semana, indicando que o pacto está "muito perto" de ser concretizado e que não há mais "pontos conflitantes" a resolver.
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