O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cobrou o Irã pela reabertura do Estreito de Ormuz, afirmando que a situação atual não corresponde ao acordo firmado. Ele também alertou o Irã contra a cobrança de pedágios de navios na rota marítima, ameaçando uma resposta caso a prática se concretize e sugerindo que os próprios EUA poderiam cobrar essas taxas. A demanda ocorre em um momento de intensificação das negociações de paz no Oriente Médio, apesar da continuidade dos ataques entre Israel e Hezbollah e acusações de violação de cessar-fogo.
O tráfego no Estreito de Ormuz, vital para o transporte de petróleo global, mostra pouca retomada desde o anúncio da trégua, com mais de 800 cargueiros parados no Golfo Pérsico. O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, indicou que o Irã levará a gestão do Estreito de Ormuz a um novo estágio e exige reparações de guerra. O Irã tem usado o fechamento do Estreito como uma poderosa vantagem estratégica e fonte de receita. Apesar das tensões, Trump expressou otimismo sobre um acordo, descrevendo líderes iranianos como "razoáveis". O vice-presidente JD Vance liderará a delegação americana nas negociações de paz em Islamabade.
As negociações de cessar-fogo no Paquistão enfrentam a ausência de confiança mútua entre EUA e Irã, além da intensificação da ofensiva israelense no Líbano. Trump busca uma saída da guerra devido a compromissos políticos e econômicos, como eleições de meio de mandato e o aumento dos preços da gasolina. A guerra na região já causou mais de 5.500 mortes e perdas significativas na capacidade de produção de petróleo da Arábia Saudita, e as monarquias árabes do Golfo reavaliam suas alianças com os EUA.
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