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Relatório da CPI do Crime Organizado é rejeitado e Gilmar Mendes pede investigação de relator

O relatório final da CPI do Crime Organizado, que pedia o indiciamento de ministros do STF e do PGR, foi rejeitado no Senado, e o ministro Gilmar Mendes solicitou investigação contra o relator, que defende as acusações.

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Foto: InfoMoney
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14/04 às 21:01 · atualizado há 2m

Pontos principais

  • O relatório da CPI do Crime Organizado foi rejeitado por 6 votos a 4 no Senado.
  • O relator, senador Alessandro Vieira, acusou o Palácio do Planalto de intervir na votação.
  • O relatório pedia o indiciamento de três ministros do STF (Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes) e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
  • Vieira defendeu os indiciamentos, citando "medidas absolutamente atípicas" de Toffoli, proximidade de Moraes com agentes do Banco Central e "omissão total" de Gonet.
  • O ministro Gilmar Mendes solicitou à PGR que investigue o senador Alessandro Vieira por abuso de autoridade.
  • A ação de Gilmar é vista como resposta ao que ele considera um 'efeito reverso' do relatório e excessos da CPI.

O relatório final da CPI do Crime Organizado foi rejeitado no Senado por 6 votos a 4, em uma sessão marcada por acusações de intervenção política. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI, afirmou que a rejeição teve "intervenção direta do Palácio do Planalto", citando mudanças na composição da comissão horas antes da votação como prova de uma manobra deliberada para garantir o quórum necessário à rejeição.

O texto do relatório pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes) e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Vieira defendeu os pedidos, alegando que foram baseados em fatos apurados pela comissão, citando "medidas absolutamente atípicas" de Toffoli, a proximidade de Moraes com agentes do Banco Central e a "omissão total e o silêncio institucional" de Gonet. Em resposta, o ministro Gilmar Mendes solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que investigue o senador Alessandro Vieira por abuso de autoridade, alegando desvirtuamento do escopo da CPI do Crime Organizado. A representação de Mendes contra Vieira é vista como uma reação direta às conclusões do relatório, que o ministro considera um 'efeito reverso' e um abuso de poder por parte do relator.

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