O relatório final da CPI do Crime Organizado, que pedia o indiciamento de ministros do STF e do PGR, foi rejeitado no Senado, e o ministro Gilmar Mendes solicitou investigação contra o relator, que defende as acusações.
O relatório final da CPI do Crime Organizado foi rejeitado no Senado por 6 votos a 4, em uma sessão marcada por acusações de intervenção política. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI, afirmou que a rejeição teve "intervenção direta do Palácio do Planalto", citando mudanças na composição da comissão horas antes da votação como prova de uma manobra deliberada para garantir o quórum necessário à rejeição.
O texto do relatório pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes) e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Vieira defendeu os pedidos, alegando que foram baseados em fatos apurados pela comissão, citando "medidas absolutamente atípicas" de Toffoli, a proximidade de Moraes com agentes do Banco Central e a "omissão total e o silêncio institucional" de Gonet. Em resposta, o ministro Gilmar Mendes solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que investigue o senador Alessandro Vieira por abuso de autoridade, alegando desvirtuamento do escopo da CPI do Crime Organizado. A representação de Mendes contra Vieira é vista como uma reação direta às conclusões do relatório, que o ministro considera um 'efeito reverso' e um abuso de poder por parte do relator.
InfoMoney • 15 abr, 11:32
UOL - Economia • 15 abr, 09:36
Folha de São Paulo - Política • 14 abr, 22:26
16 abr, 16:07
15 abr, 16:03
14 abr, 14:05
14 abr, 14:05
14 abr, 08:00
Carregando comentários...