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Flávio Bolsonaro empata com Lula em 2º turno, aponta pesquisa Quaest

Nova pesquisa Genial/Quaest para 2026 indica empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno, impulsionado pelo avanço do senador entre homens, jovens e classe média, e pela alta desaprovação do governo Lula.

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Foto: G1 Política
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15/04 às 08:01 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • No primeiro turno, Lula aparece com 37% das intenções de voto, contra 32% de Flávio Bolsonaro.
  • Em um cenário de segundo turno, Flávio Bolsonaro lidera com 42% contra 40% de Lula, em empate técnico.
  • É a primeira vez que Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula numericamente na série histórica da Quaest.
  • A desaprovação do governo Lula atingiu 52%, enquanto a aprovação ficou em 43%.
  • A percepção dos eleitores sobre a economia piorou significativamente, com 50% avaliando que ela piorou.
  • O avanço de Flávio Bolsonaro é notável entre homens, jovens (16 a 34 anos e 35 a 59 anos) e eleitores de classe média e renda mais alta.
  • Lula mantém vantagem entre eleitores com 60 anos ou mais e na população com até dois salários mínimos.
  • A pesquisa indica uma redução da vantagem de Lula entre mulheres e católicos, enquanto Flávio ganha força entre evangélicos.
  • 43% dos eleitores temem a volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto 42% receiam a continuidade do governo Lula.

Uma nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) aponta uma mudança no cenário eleitoral para as eleições presidenciais de 2026. No primeiro turno, o ex-presidente Lula mantém a liderança com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que registra 32%. A margem de diferença entre os dois candidatos é de cinco pontos percentuais, com Ronaldo Caiado (PSD) aparecendo em terceiro lugar com 6%.

No entanto, a pesquisa revela uma virada significativa no segundo turno, onde Flávio Bolsonaro aparece com 42% dos votos, superando Lula, que obtém 40%. Essa é a primeira vez que Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula numericamente na série histórica da Quaest, indicando um empate técnico e uma disputa acirrada. O avanço de Flávio Bolsonaro é notável entre homens, jovens (16 a 34 anos e 35 a 59 anos) e eleitores de classe média e renda mais alta (2 a 5 salários mínimos e acima de 5 salários mínimos). Lula, por sua vez, mantém vantagem entre eleitores com 60 anos ou mais e na população com até dois salários mínimos. A pesquisa também aponta que 52% desaprovam o governo Lula e 43% o aprovam, com a desaprovação aumentando 1% desde março.

A percepção dos eleitores sobre a economia piorou significativamente de dezembro para abril, com 50% avaliando que ela piorou. A insatisfação econômica é mais acentuada entre eleitores que ganham de dois a cinco salários mínimos. A piora na percepção do governo é atribuída principalmente ao aumento do preço dos alimentos e ao endividamento das famílias. A pesquisa indica ainda uma redução da vantagem de Lula entre mulheres e católicos, enquanto Flávio ganha força entre evangélicos. Eleitores independentes são apontados como cruciais, com Flávio Bolsonaro ganhando espaço neste grupo, e mais independentes acreditam que ele é diferente de sua família.

Em relação aos temores dos eleitores, 43% expressam receio da volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto 42% temem a continuidade do governo Lula. A desaprovação do governo Lula é mais acentuada entre mulheres (49% desaprovam, 45% aprovam) e jovens de 16 a 34 anos (56% desaprovam, 40% aprovam). A avaliação negativa geral do governo é de 42%, e 59% dos eleitores acreditam que Lula não merece continuar no poder por mais quatro anos. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas entre 9 e 13 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

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