Pesquisa Quaest revela queda na aprovação do governo Lula para 44% e empate técnico com Flávio Bolsonaro (41%) em cenário de 2º turno para 2026, com piora na percepção econômica e aumento da preocupação com corrupção.
Uma pesquisa Quaest, encomendada pela Genial Investimentos e divulgada em março de 2026, revela uma piora na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento indica que a aprovação do governo caiu para 44%, enquanto a desaprovação atingiu 51%, voltando a patamares registrados em julho e agosto de 2025. A avaliação negativa do governo subiu para 43% em março, comparado a 39% em fevereiro, com a parcela de eleitores com visão positiva permanecendo em 31%. Entre as mulheres, a desaprovação (48%) superou a aprovação (46%) pela primeira vez, e entre jovens de 16 a 34 anos, a desaprovação subiu para 56%. A percepção sobre a economia também piorou, com 48% afirmando que a situação piorou nos últimos 12 meses, e 34% esperam que piore nos próximos 12 meses. Para 47% dos entrevistados, o desempenho do atual governo Lula é pior que nos mandatos anteriores.
Além da queda na aprovação governamental, a pesquisa Quaest também aponta um empate técnico entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um cenário de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026. Ambos os candidatos registraram 41% das intenções de voto, marcando a primeira vez que aparecem numericamente empatados na série histórica do levantamento. No primeiro turno, Lula lidera com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 30% e Ratinho Júnior com 7%. A pesquisa indica uma redução progressiva da vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro, que era de dez pontos percentuais em dezembro e agora é nula, com Flávio Bolsonaro avançando de 38% para 41% no segundo turno desde a pesquisa anterior, consolidando-se como principal nome do campo bolsonarista. Pela primeira vez, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula entre os eleitores independentes.
A desaprovação do governo Lula mostrou um crescimento significativo entre eleitores independentes, passando de 52% para 57% em um mês. A avaliação negativa também se acentuou em regiões estratégicas como o Sudeste (58% de desaprovação) e o bloco Centro-Oeste/Norte (59%). Houve uma leve deterioração no apoio de grupos historicamente favoráveis, como católicos e beneficiários do Bolsa Família, e a percepção de notícias negativas sobre o governo aumentou. A isenção do Imposto de Renda teve um impacto econômico menor do que o esperado para a maioria dos eleitores, sugerindo um desafio crescente para o governo reconectar sua agenda econômica com a percepção dos eleitores, especialmente visando as eleições de 2026. A corrupção se tornou a segunda maior preocupação dos brasileiros, atrás apenas da violência.
O levantamento da Quaest também avaliou a percepção dos eleitores sobre atributos de Lula e Flávio Bolsonaro. 46% dos entrevistados concordam que Lula é radical, enquanto 45% afirmam o mesmo sobre Flávio Bolsonaro. Em relação à honestidade, apenas 23% acreditam que Lula é honesto, e 26% consideram Flávio Bolsonaro honesto. Lula é visto como um líder forte por 51% dos eleitores, superando Flávio Bolsonaro, que é percebido como líder forte por 42%. Pela primeira vez, o medo de mais um governo Lula (43%) supera numericamente o medo do retorno da família Bolsonaro (42%). Outra pesquisa, realizada pelo instituto Ideia em parceria com o Canal Meio, revela que o presidente Lula lidera a rejeição entre os potenciais candidatos à Presidência, com 43,6% dos entrevistados afirmando que não votariam nele. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 34,5% de rejeição. A pesquisa Quaest foi realizada entre 5 e 9 de março com 2.004 pessoas, com margem de erro de 2 pontos percentuais. Já a pesquisa Meio/Ideia foi conduzida entre 6 e 10 de março de 2026, com 1.500 pessoas e margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
G1 Política • 12 mar, 07:18
InfoMoney • 11 mar, 14:01
InfoMoney • 11 mar, 14:04
7 mar, 13:00
3 mar, 09:01
25 fev, 09:02
11 fev, 14:02
9 fev, 13:40