Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro em nova pesquisa Quaest
Presidente Lula lidera com 44% contra 38% de Flávio Bolsonaro no segundo turno, enquanto a campanha do senador destaca crescimento na votação espontânea.
Pontos principais
- Lula lidera o primeiro turno com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou para 29%.
- A vantagem de seis pontos percentuais no segundo turno é sustentada pela migração de eleitores independentes.
- A rejeição a Flávio Bolsonaro atingiu 56% após a associação do candidato ao banqueiro Daniel Vorcaro.
- A campanha de Flávio Bolsonaro registrou crescimento de três pontos na intenção de voto espontânea, chegando a 17%.
- Estratégia do governo de vincular o adversário às ameaças tarifárias de Donald Trump é considerada um acerto pela campanha petista.
- A aprovação de Lula entre o eleitorado evangélico cresceu cinco pontos percentuais no último levantamento.
- O PL reconhece a necessidade de ajustar a estratégia para reverter a queda gradual nas pesquisas.
- Candidatos como Ronaldo Caiado e Romeu Zema seguem estagnados, enquanto Renan Santos ganha espaço na direita não-bolsonarista.
- A pesquisa Genial/Quaest, realizada entre 5 e 8 de junho com 2.004 eleitores, foi divulgada em 10 de junho de 2026.
A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 10 de junho de 2026, consolidou a liderança do presidente Lula em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro. Com 44% das intenções de voto contra 38% de seu adversário, o presidente ampliou sua vantagem para seis pontos percentuais. O movimento é impulsionado por uma mudança significativa no comportamento dos eleitores independentes, segmento no qual Lula cresceu para 37%, enquanto o candidato do PL perdeu tração. No primeiro turno, Lula mantém 39% das intenções, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou para 29% em relação ao levantamento de maio.
A equipe de campanha petista avalia que a estratégia de associar Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro e às ameaças de novas tarifas comerciais impostas pelo governo de Donald Trump foi um acerto tático. A rejeição ao senador subiu para 56%, agravada pela percepção pública de que o parlamentar errou ao buscar financiamento com Vorcaro para um filme sobre seu pai. Paralelamente, o governo registrou um avanço de cinco pontos percentuais na aprovação entre o eleitorado evangélico, um grupo historicamente resistente à gestão petista. O cenário eleitoral também é impactado pelo aumento da pressão diplomática dos EUA sobre o Brasil, o que tem elevado o clima de tensão política a poucos meses do pleito de outubro.
Apesar dos números desfavoráveis no cenário estimulado, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro destacou pontos positivos no levantamento. A equipe do senador celebrou um crescimento de três pontos percentuais na intenção de voto espontânea, atingindo 17%, o que, segundo o grupo, sinaliza um fortalecimento da candidatura junto à base. Diante do cenário, o PL admite a necessidade de reformular sua estratégia para conter a agenda negativa e retomar o crescimento. Enquanto a sigla busca reverter a queda gradual nas pesquisas, outros nomes da direita, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, não apresentaram melhora, ao passo que Renan Santos registrou um leve crescimento na preferência da direita não-bolsonarista.
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