Uma pesquisa Datafolha recente, divulgada neste sábado (11), revelou uma queda na aprovação do governo Lula, que passou de 47% para 45%, enquanto a desaprovação aumentou de 49% para 51%. A avaliação positiva também registrou queda, de 32% para 29%, com a negativa mantendo-se em 40%. O levantamento aponta ainda um cenário de empate técnico para a reeleição em 2026, com Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Tarcísio de Freitas apresentando resultados competitivos contra o atual presidente. Além disso, o presidente Lula enfrenta o cenário de primeiro turno mais apertado de todas as eleições em que saiu vencedor, com a diferença para seu principal opositor nunca tão estreita, segundo pesquisas Datafolha realizadas a cerca de seis meses do pleito.
Em cenários de segundo turno, Flávio Bolsonaro ultrapassou numericamente Lula pela primeira vez, marcando 46% contra 45% do petista. Em confrontos com Ronaldo Caiado, Romeu Zema ou Tarcísio de Freitas, Lula registra 45% das intenções de voto, enquanto os adversários alcançam 42%, configurando um empate técnico. A pesquisa também indicou que Lula e Flávio Bolsonaro lideram a rejeição entre os eleitores para 2026, com 48% dos eleitores declarando não votar no atual mandatário e 46% afirmando não votar no senador. Romeu Zema e Ronaldo Caiado apresentam rejeições menores, de 17% e 16%, respectivamente.
A análise da pesquisa sugere que o eleitorado está mais preocupado com o futuro e a economia, como inflação e poder de compra, do que com o passado, o que pode explicar a queda de Lula nas pesquisas e a menor ressonância de sua estratégia de focar em conquistas passadas e criticar o governo anterior. Diante desse cenário, Lula e Flávio Bolsonaro intensificam a disputa por aliados e palanques nos estados, visando as eleições presidenciais de 2026. Ambos os líderes estão empenhados em garantir palanques competitivos, buscando fortalecer suas bases para a disputa eleitoral e barrar candidaturas adversárias, priorizando alianças amplas.
Diante desses dados, o Palácio do Planalto reconhece um sinal de alerta, mas não há desespero. Para reverter a situação, o governo planeja priorizar projetos de interesse popular, como o refinanciamento de dívidas e a regulamentação de trabalhadores de aplicativos, além de fortalecer a comunicação e o contato direto de Lula com a população. A direita, por sua vez, busca um candidato que possa unificar o campo conservador e apresentar propostas para o futuro.
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