Os Estados Unidos estabeleceram um bloqueio militar no Estreito de Ormuz, mobilizando 10 mil militares e 12 navios de guerra para impedir a passagem de embarcações com ligações iranianas. O Comando Central dos EUA (Centcom) declarou que o bloqueio aos portos iranianos está plenamente implementado, com forças americanas mantendo superioridade marítima no Oriente Médio. A ação tem como objetivo pressionar o Irã a fazer concessões e cortar sua receita de petróleo, que cobrava um 'pedágio' de até US$ 2 milhões por navio. Um dia após o início do bloqueio, um navio de guerra dos EUA interceptou dois petroleiros iranianos no Golfo de Omã, ordenando-os a retornar ao porto iraniano de Chabahar. O Centcom afirmou que oito petroleiros reverteram o curso nas primeiras 24 horas de operação, e o fluxo de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz melhorou, embora o The Wall Street Journal reporte o contrário, com dados de rastreamento indicando que ao menos nove embarcações comerciais, incluindo petroleiros sob sanções dos EUA, cruzaram o estreito desde o início da operação. Países europeus recusaram-se a participar da iniciativa americana, e a China classificou a ação como 'perigosa e irresponsável'.
Em resposta ao bloqueio, uma nova atividade enganosa de navios, conhecida como 'spoofing', foi detectada no Estreito de Ormuz. Essa tática, que envolve a manipulação de sinais de GPS e outros sistemas de rastreamento, sugere que o bloqueio americano está alterando o comportamento de embarcações ligadas ao Irã. Um petroleiro de propriedade chinesa, o Rich Starry, foi flagrado em uma operação de "gato e rato" para evadir o bloqueio, falsificando seu sistema de identificação. A utilização de 'spoofing' pode aumentar a confusão e complicar a segurança marítima na região, que já é uma via navegável crítica. Essa mudança de comportamento indica que, embora o bloqueio possa não ser totalmente eficaz em impedir a passagem, ele está forçando o Irã a adotar medidas evasivas.
O presidente Donald Trump busca pressionar o Irã para um acordo de paz, e o bloqueio do Estreito de Ormuz é uma das táticas consideradas pelos EUA para asfixiar a economia iraniana, após o fracasso de negociações diretas. A operação envolve mais de 10 mil militares americanos, navios de guerra e aeronaves, com o objetivo de garantir a liberdade de navegação para embarcações que não tenham origem ou destino no Irã. Embora os mercados de petróleo não tenham reagido significativamente à medida inicialmente, há preocupações de que a ação possa provocar retaliações do Irã. Tais retaliações poderiam causar danos maiores a ativos de energia e à economia global, que já enfrenta riscos crescentes devido a essa escalada de tensões. O Irã, por sua vez, aposta que a capacidade de Trump de suportar pressão política é limitada, transformando o bloqueio em um teste de resistência para ambos os lados.
Especialistas expressam ceticismo sobre a eficácia e as implicações do bloqueio, que visa forçar o Irã a negociar termos favoráveis aos EUA, alertando que a medida é um ato de guerra e pode provocar retaliação iraniana, aumentando a pressão sobre um cessar-fogo já frágil. A situação pode escalar para um confronto de longa duração. O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu a retomada das negociações entre EUA e Irã, com o Paquistão atuando como mediador. A China negou ter fornecido apoio militar ao Irã e ameaçou retaliar caso os EUA imponham tarifas baseadas em acusações que considera fabricadas. O líder chinês Xi Jinping pediu respeito ao direito internacional e à integridade territorial dos países do Golfo, enquanto Trump expressou dúvidas sobre o envio de mísseis chineses ao Irã, mas ameaçou tarifas de 50% caso a China seja pega fazendo isso.
Em paralelo, a Europa está desenvolvendo um plano para reabrir o Estreito de Ormuz após o fim do conflito no Irã, sem a participação dos Estados Unidos, segundo o The Wall Street Journal. O plano europeu inclui a formação de uma coalizão para remover minas marítimas e garantir a segurança da rota, com a participação de países como França e Reino Unido. O presidente francês, Emmanuel Macron, confirmou a existência do plano, que visa uma missão internacional defensiva sem a presença de países diretamente envolvidos no conflito. Há divergências entre diplomatas europeus sobre a exclusão dos EUA, com alguns temendo irritar o presidente Donald Trump, enquanto outros veem a exclusão como uma forma de aceitação pelo Irã. Macron e Keir Starmer se reunirão com dezenas de países para discutir o tema, com convites estendidos à China e à Índia.
29 abr, 23:03
18 abr, 19:02
15 abr, 08:01
13 abr, 14:02
12 abr, 20:02
Carregando comentários...