O Irã anunciou a "reabertura controlada" do Estreito de Ormuz, uma decisão que segue um acordo de cessar-fogo entre Irã, Estados Unidos e Israel, mediado pelo Paquistão. A reabertura do estreito tem implicações significativas para o transporte marítimo e o comércio global de petróleo. Além da reabertura, o Irã implementará a cobrança de pedágio de US$ 2 milhões por embarcação que transitar pelo Estreito de Ormuz durante o período de cessar-fogo temporário, intensificando seu controle sobre uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
Os governos dos EUA e do Irã aceitaram formalmente a proposta de cessar-fogo de duas semanas apresentada pelo Paquistão, anunciada em 7 de abril. Anteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia anunciado um cessar-fogo bilateral de duas semanas na guerra contra o Irã, pouco antes do prazo de um ultimato. A decisão foi tomada após conversas com o Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif e o Marechal de Campo Asim Munir, do Paquistão. A trégua estava condicionada à abertura completa, imediata e segura do Estreito de Ormuz pelo Irã. Trump afirmou que os objetivos militares foram cumpridos e que há um avanço significativo em um acordo de paz de longo prazo, com uma proposta iraniana de 10 pontos vista como base viável para negociação.
Em resposta ao cessar-fogo e à reabertura de Ormuz, líderes de diversos países europeus e do Canadá saudaram a trégua e se comprometeram a garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. Eles enfatizaram a necessidade de negociar um fim rápido e duradouro para a guerra por meios diplomáticos, alertando que uma solução negociada é crucial para proteger civis no Irã, garantir a segurança regional e evitar uma grave crise energética global. O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o Líbano não está incluído no plano de cessar-fogo anunciado por Trump.
Com o cessar-fogo temporário em vigor, Estados Unidos e Irã iniciaram negociações formais, com a proposta iraniana de 10 pontos sendo o foco principal das discussões. O embaixador iraniano na China, Abdolreza Rahmani Fazli, declarou que o Irã busca a China e a Rússia como principais garantidoras de estabilidade no Oriente Médio, além de considerar o Paquistão um país confiável para essa função e buscar o suporte do Conselho de Segurança da ONU. As propostas iranianas incluem a retirada das tropas americanas, a manutenção do controle sobre o Estreito de Ormuz, garantias de segurança para o Hezbollah e a continuação do programa nuclear iraniano. Um dia após a conclusão do acordo de cessar-fogo, Donald Trump declarou que o Irã não terá permissão para enriquecer urânio e anunciou a imposição de tarifas para países ou entidades que fornecerem armas ao regime iraniano. Essas medidas visam pressionar o Irã em relação ao seu programa nuclear e atividades regionais, mantendo uma política de linha dura apesar dos acordos pontuais.
As horas que antecederam o anúncio do cessar-fogo foram marcadas por máxima tensão. Cidadãos iranianos formaram correntes humanas em pontes e usinas de energia, como as de Kazerun e Bisotun, em 7 de abril de 2026, em resposta a um ultimato de Donald Trump. O presidente dos EUA ameaçou atacar usinas e pontes iranianas caso as demandas não fossem atendidas, reiterando que "uma civilização inteira morrerá esta noite". O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que mais de 14 milhões de iranianos estão prontos para defender o país. Militares norte-americanos e aliados já destruíram cerca de 117 mil estruturas não-militares no Irã. O período de duas semanas permitirá a finalização e consolidação do acordo de paz.
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