A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli apresentou um recurso na Corte de Cassação de Roma, a última instância da justiça italiana, buscando reverter a decisão que autorizou sua extradição para o Brasil. O advogado Fábio Pagnozzi questiona irregularidades processuais, as condições carcerárias brasileiras e a atuação do ministro Alexandre de Moraes. A defesa alega que o crime de 'hackeragem' não corresponde à legislação italiana e critica a formalização do pedido de extradição. A análise do caso pela Corte de Cassação pode levar até seis meses.
A Justiça italiana havia anteriormente determinado que a cidadania italiana de Zambelli não impede sua extradição, considerando-a meramente formal e destacando que o Tratado Bilateral entre Itália e Brasil de 1989 permite explicitamente a extradição de cidadãos. Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e, posteriormente, fugiu para a Itália. Atualmente, ela está detida em um presídio feminino nos arredores de Roma. O STF forneceu informações detalhadas sobre as condições da Penitenciária Feminina do Distrito Federal (Colmeia), onde Zambelli seria detida caso a extradição seja efetivada.
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