Justiça italiana aceita extradição de Zambelli por porte de arma e CNJ
A Justiça italiana autorizou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli por porte ilegal de arma e invasão de sistemas do CNJ, aumentando as chances de seu retorno ao Brasil.
Pontos principais
- A Justiça italiana acolheu dois pedidos de extradição de Carla Zambelli: um por porte ilegal de arma e outro por invasão de sistemas do CNJ.
- A Corte de Apelação de Roma deu um novo parecer favorável à extradição por porte ilegal de arma de fogo.
- Uma segunda sentença favorável à extradição de Zambelli foi publicada pela Justiça italiana.
- Zambelli foi condenada pelo STF a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal.
- As decisões ainda podem ser alvo de recurso, e a palavra final sobre a extradição será do ministro da Justiça da Itália.
- Zambelli, que possui cidadania italiana, deixou o Brasil e está presa em Roma desde julho de 2025.
A Justiça da Itália autorizou a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil, referente à sua condenação por porte ilegal de arma e também pela invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Corte de Apelação de Roma emitiu um novo parecer favorável à extradição especificamente pela condenação de porte ilegal de arma de fogo, com pena de 5 anos e 3 meses de prisão. O episódio do porte ilegal de arma ocorreu em 2022, quando Zambelli sacou uma arma em São Paulo. Uma segunda decisão favorável à extradição da ex-deputada, filiada ao PL-SP, foi publicada pela Justiça italiana.
Com cidadania italiana, Zambelli deixou o Brasil em junho de 2025, antes da determinação de sua prisão pelo STF, e é considerada foragida da Justiça brasileira, estando detida no presídio de Rebibbia, em Roma, desde julho de 2025. As decisões da Justiça italiana ainda cabem recurso, e a palavra final sobre a extradição será do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio. O embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza, destacou que as decisões reforçam a ficha criminal de Zambelli e desmentem alegações de perseguição política, com autoridades brasileiras esperando uma decisão final da Corte de Cassação em aproximadamente um mês.
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