Ao menos 25 pessoas morreram em ataques aéreos contra várias cidades do Irã, no 38º dia da guerra no Oriente Médio. A escalada ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, emitir um ultimato ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz até terça-feira (7), ameaçando aniquilar usinas de energia e pontes caso a demanda não seja atendida. Em resposta, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) desafiou os EUA, declarando que o Estreito de Ormuz não voltará ao status anterior para os EUA e Israel, e que o Irã está estabelecendo novas regras para a passagem pelo estreito em parceria com Omã, sem interferência de potências estrangeiras. A tensão no Oriente Médio tem sido acompanhada de perto pelos mercados financeiros, com o Ibovespa fechando em leve alta pela quinta sessão consecutiva, impulsionado pelo cenário externo e pela Petrobras, enquanto o dólar comercial caiu 0,25% e os juros futuros subiram. Os preços do petróleo e do ouro também registraram alta, com barris de petróleo em torno de US$ 100, refletindo a incerteza geopolítica. No Brasil, o governo anunciou medidas para atenuar a alta do petróleo, como subvenção para o diesel e corte de tributos do biodiesel, além de novas subvenções para GLP e corte de tributos para combustível de aviação. Apesar da saída de capital de fundos de ações emergentes, o Brasil registrou entradas em fundos locais de equities, indicando um momento positivo para o mercado nacional. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a cautela na política de juros, e as projeções para a inflação em 2026 foram elevadas no Boletim Focus.
Donald Trump intensificou a retórica, afirmando que os EUA podem tomar "o Irã inteiro em apenas uma noite", possivelmente na terça-feira, prazo final para a reabertura do Estreito de Ormuz. Ele também declarou que os iranianos "viverão no inferno" se as negociações falharem. Essa declaração foi feita após o resgate de um piloto americano cujo caça F-15E foi abatido em território iraniano. Trump confirmou que a operação de resgate foi uma das mais complexas da história dos EUA, envolvendo 200 militares e 155 aeronaves, incluindo 4 bombardeiros, 64 caças, 48 aviões-tanque e 13 aeronaves de resgate, muitas delas usadas para despistar as forças iranianas. O piloto foi encontrado ferido e se refugiou em uma caverna, seguindo protocolos militares. A missão, que contou com o apoio da CIA, foi dificultada por um vazamento de informações sobre a situação do soldado para jornalistas, levando Trump a ameaçar a empresa de mídia que divulgou a notícia, citando segurança nacional. O piloto resgatado está se recuperando em uma base norte-americana no Kuwait.
O presidente americano fez comentários controversos sobre não se preocupar em alvejar infraestrutura civil, referindo-se aos iranianos como "animais", e declarou que, se pudesse, tomaria o petróleo do Irã. As ameaças de Trump de atacar infraestruturas civis, como pontes e usinas, são consideradas violações do direito internacional e possíveis crimes de guerra por especialistas e pelo governo iraniano. Ele também confirmou ter rejeitado uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão, considerando-a insuficiente. Em retaliação, cidades centrais de Israel, como Tel-Aviv e Petah Tikva, foram atacadas, deixando feridos, e o Irã também atacou aliados dos EUA no Golfo Pérsico, como Kuwait e Emirados Árabes Unidos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, rejeitou as propostas de paz dos EUA, classificando-as como "excessivas e ilógicas", e o Irã exige compensação financeira, a saída das bases militares dos EUA da região e o fim definitivo da guerra. Trump pressionou o Irã para aceitar um cessar-fogo, cujo prazo se encerra em breve, e ameaçou intensificar ataques. O Irã classificou as ameaças de Trump como "delirantes" e prometeu retaliação pela morte de Majid Khademi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, em um ataque israelense. Israel também atacou a maior estrutura petroquímica iraniana em South Pars, e o Irã acusou a AIEA de inação diante de ataques a instalações nucleares iranianas, o que "encoraja a agressão" de EUA e Israel. Houthis e Hezbollah se uniram ao Irã em ofensivas contra Israel, com bombardeios israelenses matando três pessoas no Líbano. Trump também sugeriu que Washington poderia cobrar taxas pela passagem de navios no Estreito de Ormuz.
As ações nos EUA avançaram, com Wall Street fechando em alta, enquanto investidores buscavam progresso em um acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã. Apesar da rejeição inicial do Irã à proposta de cessar-fogo imediato, insistindo em um fim permanente da guerra, uma reportagem indicou que EUA, Irã e mediadores regionais continuam discutindo os termos de um possível cessar-fogo, acalmando os investidores. Os três principais índices dos EUA (Dow Jones, S&P 500, Nasdaq Composite) registraram ganhos leves. Dados econômicos mostraram que o setor de serviços dos EUA expandiu-se mais lentamente que o esperado em março, e o relatório de empregos de março superou as expectativas, mas com revisão de perdas anteriores. Apesar da alta recente, o S&P 500 ainda acumula queda de 3,9% desde o início do conflito, que tem agitado os mercados e alimentado temores de inflação. Trump realizou uma entrevista coletiva para discutir a guerra contra o Irã e o resgate do piloto, e também discursou sobre o tema e o mercado financeiro durante a tradicional caça aos ovos de Páscoa na Casa Branca, ao lado do Coelhinho da Páscoa e para uma plateia de crianças. Melania Trump também participou do evento, que celebra o 250º aniversário da nação e remonta à presidência de Rutherford Hayes.
G1 Mundo • 7 abr, 00:00
InfoMoney • 6 abr, 19:19
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