O STF retomou o debate sobre a conduta de juízes nas redes sociais, com ministros defendendo regras do CNJ e a necessidade de autocontenção, equilibrando liberdade de expressão e deveres do cargo.
O Supremo Tribunal Federal (STF) reiniciou a análise da validade das regras estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o uso de redes sociais por magistrados. A resolução de 2019, que busca regular a conduta de juízes no ambiente digital, impõe limites como a proibição de manifestações sobre processos em andamento e de opiniões político-partidárias, exigindo decoro e moderação. A discussão central gira em torno do equilíbrio entre a liberdade de expressão dos magistrados e os deveres inerentes à sua função.
Associações de magistrados contestam a resolução, alegando violação da liberdade de manifestação. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, votou pela manutenção da validade das normas, um posicionamento acompanhado por Nunes Marques, Cristiano Zanin e André Mendonça. Moraes argumentou que o CNJ não criou novas proibições, mas deu segurança jurídica a situações como discurso de ódio e atividade político-partidária em ambientes digitais, reforçando que o que é vedado offline também é online. Ele ainda criticou magistrados que buscam ser 'influencers' nas redes sociais.
O ministro Dias Toffoli também reforçou a importância da resolução do CNJ, afirmando que magistrados não podem expressar opiniões político-eleitorais. Ele destacou que a norma estabeleceu regras uniformes, resultando no arquivamento de processos disciplinares anteriores e, em alguns casos, na decisão de magistrados de deixar a carreira. O julgamento, que ainda aguarda votos de outros ministros, é crucial para a integridade do Poder Judiciário e para um futuro código de conduta da Corte.
InfoMoney • 4 fev, 17:50
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