O deputado federal Silas Câmara, líder da bancada evangélica, está sob investigação por apoiar um acordo entre o INSS e a CBPA, entidade acusada de fraude, enquanto familiares e empresas ligadas a ele recebiam milhões da confederação.
O deputado federal Silas Câmara, líder da bancada evangélica, encontra-se no centro de uma investigação que apura seu envolvimento em um acordo entre o INSS e a Confederação Brasileira de Pescadores e Aquicultores (CBPA). A entidade é acusada de fraude em descontos de aposentadorias, e o acordo resultou em repasses de R$ 221 milhões à CBPA. A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou que a confederação aumentou significativamente o número de associados e os valores recebidos do INSS após o acordo, com muitos descontos sendo realizados sem a devida autorização dos beneficiários.
Além do apoio ao acordo, a investigação aponta que empresas ligadas a familiares de Silas Câmara, incluindo seus filhos e cunhada, receberam R$ 1,8 milhão da CBPA por meio de contratos de serviços. A ex-esposa do deputado, Antonia Lucia, chegou a acusá-lo publicamente de utilizar dinheiro ilícito de pescadores. O caso, que também expõe divisões e atritos entre líderes da bancada evangélica, está sendo apurado pela CPI do INSS, que busca esclarecer as responsabilidades e o impacto dessas ações nos cofres públicos e na vida dos aposentados.