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Líder da bancada evangélica é investigado por acordo do INSS com entidade acusada de fraude

O deputado federal Silas Câmara, líder da bancada evangélica, está sob investigação por apoiar um acordo entre o INSS e a CBPA, entidade acusada de fraude, enquanto familiares e empresas ligadas a ele recebiam milhões da confederação.

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Foto: InfoMoney
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01/02 às 11:01

Pontos principais

  • Silas Câmara apoiou um acordo entre o INSS e a CBPA, resultando em repasses de R$ 221 milhões à entidade, que é acusada de fraude em descontos de aposentadorias.
  • A Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que a CBPA aumentou drasticamente seus associados e valores recebidos do INSS após o acordo, com muitos descontos não autorizados.
  • Empresas de familiares de Silas Câmara, incluindo filhos e cunhada, receberam R$ 1,8 milhão da CBPA por meio de contratos de serviços diversos.
  • A ex-esposa de Silas Câmara, deputada Antonia Lucia, o acusou publicamente de usar dinheiro ilícito de pescadores.
  • O caso está sendo investigado pela CPI do INSS, que também revelou atritos internos na bancada evangélica sobre as apurações.

O deputado federal Silas Câmara, líder da bancada evangélica, encontra-se no centro de uma investigação que apura seu envolvimento em um acordo entre o INSS e a Confederação Brasileira de Pescadores e Aquicultores (CBPA). A entidade é acusada de fraude em descontos de aposentadorias, e o acordo resultou em repasses de R$ 221 milhões à CBPA. A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou que a confederação aumentou significativamente o número de associados e os valores recebidos do INSS após o acordo, com muitos descontos sendo realizados sem a devida autorização dos beneficiários.

Além do apoio ao acordo, a investigação aponta que empresas ligadas a familiares de Silas Câmara, incluindo seus filhos e cunhada, receberam R$ 1,8 milhão da CBPA por meio de contratos de serviços. A ex-esposa do deputado, Antonia Lucia, chegou a acusá-lo publicamente de utilizar dinheiro ilícito de pescadores. O caso, que também expõe divisões e atritos entre líderes da bancada evangélica, está sendo apurado pela CPI do INSS, que busca esclarecer as responsabilidades e o impacto dessas ações nos cofres públicos e na vida dos aposentados.

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