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Empresária passa mal em CPI do INSS e Zanin autoriza direito ao silêncio

Ingrid Pikinskeni Morais Santos passou mal durante depoimento na CPI do INSS, onde teve direito ao silêncio garantido por Zanin, mas presença obrigatória mantida.

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Foto: InfoMoney
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23/02 às 10:02 · atualizado 23:01

Pontos principais

  • O ministro Cristiano Zanin, do STF, autorizou Ingrid Pikinskeni Morais Santos a permanecer em silêncio na CPI do INSS, mas negou a dispensa de sua presença.
  • Ingrid Pikinskeni Morais Santos passou mal durante seu depoimento na CPI do INSS, levando ao encerramento da sessão.
  • A empresária é esposa e sócia de Cícero Marcelino de Souza Santos, ambos ligados à Conafer, investigada por desvios de mais de R$ 100 milhões do INSS.
  • A CPI aponta que Ingrid movimentou mais de R$ 13 milhões em contas de empresas onde era sócia, alegando desconhecimento da gestão.
  • Daniel Vorcaro, do Banco Master, teve seu depoimento cancelado por decisão do ministro André Mendonça, tornando sua participação facultativa.
  • O presidente da CPI, Carlos Viana, informou que recorrerá da decisão do STF sobre Daniel Vorcaro e solicitou a prorrogação dos trabalhos por 60 dias.

A CPI do INSS teve uma sessão tumultuada nesta semana com o depoimento de Ingrid Pikinskeni Morais Santos, figura ligada à Conafer e investigada por ocultação de patrimônio. Antes da oitiva, o ministro Cristiano Zanin, do STF, concedeu um habeas corpus parcial a Ingrid, garantindo seu direito de permanecer em silêncio e ser assistida por um advogado, permitindo que ela se recusasse a responder perguntas que pudessem incriminá-la. No entanto, Zanin negou o pedido da defesa para que ela fosse dispensada de comparecer à sessão. Durante o depoimento, Ingrid passou mal, o que levou ao encerramento da sessão.

A empresária é esposa e sócia de Cícero Marcelino de Souza Santos, apontado como operador da Conafer, entidade sob investigação por suspeita de se beneficiar de mais de R$ 100 milhões em descontos indevidos de benefícios previdenciários. A CPI aponta que Ingrid movimentou mais de R$ 13 milhões em contas de empresas onde era sócia, mas ela alegou desconhecimento sobre a gestão, atribuindo a responsabilidade ao marido. A convocação de Ingrid ocorreu após o cancelamento do depoimento de Daniel Vorcaro, do Banco Master, por uma decisão judicial do ministro André Mendonça. O presidente da CPI, Carlos Viana, manifestou a intenção de recorrer da decisão do STF sobre Vorcaro e solicitou a prorrogação dos trabalhos da comissão por mais 60 dias.

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