Sóstenes Cavalcante é um político brasileiro, deputado federal pelo PL e líder da bancada na Câmara. Em dezembro de 2025, foi alvo da Operação "Galho Fraco" da Polícia Federal, que investiga o desvio de recursos de cotas parlamentares e lavagem de dinheiro, com indícios de uso de empresas de fachada. Ele nega as acusações, afirmando que os R$ 400 mil encontrados em seu flat são da venda de um imóvel e que não tem "nada a temer".
Sóstenes Cavalcante é um político brasileiro, atualmente deputado federal pelo Partido Liberal (PL) e líder da bancada do partido na Câmara dos Deputados. Em dezembro de 2025, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), denominada "Galho Fraco", que investiga o desvio de recursos públicos provenientes de cotas parlamentares. As investigações sugerem que ele e outro deputado estariam envolvidos no direcionamento de verbas para empresas de fachada, incluindo uma locadora de veículos. Após a deflagração da operação, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, defendeu a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e dos órgãos de controle, afirmando que a Casa não protegerá condutas irregulares e não tem "compromisso com quem não trabalha correto". Sóstenes Cavalcante, por sua vez, negou envolvimento com lavagem de dinheiro e declarou "não ter nada a temer". Ele afirmou que os cerca de R$ 400 mil em dinheiro vivo encontrados pela PF em seu flat em Brasília são provenientes da venda de um imóvel em Minas Gerais e que não depositou o valor em banco por um "lapso" devido à correria do trabalho.
A investigação contra Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy é um desdobramento da operação "Rent a Car", deflagrada em dezembro de 2024, que inicialmente mirou assessores parlamentares. A Polícia Federal, após análise de materiais colhidos, depoimentos e quebras de sigilo, encontrou indícios de que agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para desviar e ocultar verbas públicas. Os crimes apurados incluem peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A ação da PF, autorizada pelo STF, gerou reações no meio político, com o presidente da Câmara, Hugo Motta, sendo comunicado da operação pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e evitando pré-julgamentos, mas reiterando o respeito ao trabalho do Judiciário. As investigações apontam para o uso de cotas parlamentares para cobrir "despesas inexistentes" e "irregulares", com verbas sendo sacadas e depositadas de forma fracionada, em quantias não superiores a R$ 9.999,00 – método conhecido como "smurfing" – para despistar a fiscalização. Diálogos de WhatsApp entre os envolvidos mencionam "pagamento por fora".
19 de dez, 2025
19 de dez, 2025
19 de dez, 2025