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PF e CGU investigam desvio de emendas Pix e fraude em licitação no Acre

PF e CGU deflagram operação no Acre e DF para investigar desvio de R$ 912 mil em emendas Pix e fraudes em licitações na Prefeitura de Sena Madureira, com deputado federal entre os alvos.

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Foto: InfoMoney
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29/01 às 13:00 · atualizado há 5m

Pontos principais

  • A Polícia Federal e a CGU deflagraram uma operação para investigar desvio de emendas Pix e fraudes em licitações no Acre e no Distrito Federal.
  • O deputado federal Eduardo Velloso (União-AC) é um dos alvos da operação, que cumpriu 14 mandados de busca e apreensão.
  • A investigação apura o desvio de R$ 912 mil de recursos de emendas Pix, incluindo uma que beneficiou um hospital oftalmológico do pai do deputado.
  • Irregularidades foram identificadas na contratação de artistas para a ExpoSena 2024, com um contrato sem licitação de R$ 1,3 milhão e sobrepreço de mais de R$ 900 mil.
  • Os investigados são suspeitos de associação a organização criminosa, fraude em licitação, corrupção e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram uma operação conjunta no Acre e no Distrito Federal para investigar um suposto desvio de R$ 912 mil de emendas Pix e fraudes em licitações na Prefeitura de Sena Madureira. O deputado federal Eduardo Velloso (União-AC) é um dos alvos da ação, que cumpriu 14 mandados de busca e apreensão e autorizou quebras de sigilos bancário e fiscal. A investigação apura o desvio de recursos que deveriam ser destinados a eventos culturais, mas que, em um dos casos, foram parar em um hospital oftalmológico de propriedade do pai do deputado, com procedimentos cobrados muito acima dos valores do SUS.

Além disso, foram identificadas irregularidades na contratação de artistas para a ExpoSena 2024, incluindo um contrato sem licitação de R$ 1,3 milhão com sobrepreço de mais de R$ 900 mil. Há indícios de que a empresa contratada atuou como intermediária, o que é proibido, e que a prefeitura pagou os valores integralmente antes dos shows, também contra a lei. Os investigados são suspeitos de crimes como associação a organização criminosa, fraude em licitação, corrupção e lavagem de dinheiro. As emendas Pix, criadas em 2019, permitem que parlamentares indiquem valores para prefeituras e estados com um trâmite acelerado, levantando questionamentos sobre a transparência e fiscalização desses recursos.

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