A Polícia Federal deflagrou a Operação Castratio para investigar um esquema de fraudes, superfaturamento e direcionamento de licitações em contratos de R$ 200 milhões voltados à castração e esterilização de animais. As irregularidades teriam ocorrido durante a gestão do deputado federal Marcelo Queiroz na Secretaria de Agricultura do Rio de Janeiro, utilizando a causa animal para o uso indevido de emendas parlamentares. A investigação aponta que a empresa Consuvet foi favorecida ilegalmente, mesmo sem capacidade técnica para a execução dos serviços, e que documentos apresentados pela companhia para vencer os certames foram considerados fraudulentos pelos peritos. Além do parlamentar, o ex-gestor Antonio Emilio Santos é apontado como peça-chave no esquema, sendo acusado de manipular processos internos para beneficiar a empresa, da qual se tornou sócio após deixar o cargo público. A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, cumpriu 12 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo, resultando na apreensão do celular de Queiroz no Aeroporto Santos Dumont. As autoridades também destacam uma evolução patrimonial atípica de 665% do deputado durante o período em que comandou a pasta estadual. O caso permanece sob análise do STF para determinar a extensão dos desvios de recursos públicos e a responsabilidade dos envolvidos.
Agência Brasil - EBC • 12 mai, 12:12
InfoMoney • 12 mai, 10:38
G1 Política • 12 mai, 10:07
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