PF deflagra operação contra desvio de emendas parlamentares no Rio
A Operação Emendatio investiga o desvio de verbas federais destinadas a ONGs, tendo como alvos os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão.
Pontos principais
- A Polícia Federal cumpriu 21 mandados de busca e apreensão e 2 de prisão preventiva no Rio de Janeiro.
- A investigação apura crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no uso de emendas.
- Chiquinho e Domingos Brazão, já condenados pelo caso Marielle Franco, são os principais investigados.
- O ministro Alexandre de Moraes autorizou o bloqueio de R$ 100 milhões em bens dos envolvidos.
- O esquema utilizava ONGs, empresas de fachada e laranjas para desviar recursos públicos.
- O Instituto Carioca de Atividades é citado por ter recebido R$ 7 milhões em emendas de Chiquinho Brazão.
- Os mandados de prisão preventiva foram expedidos contra Raphael da Silva Gonçalves e Robson Calixto Fonseca.
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a Operação Emendatio, com o objetivo de desarticular um esquema de corrupção envolvendo o desvio de recursos de emendas parlamentares federais no Rio de Janeiro. A ação focou no repasse de verbas públicas para organizações não governamentais (ONGs), que seriam utilizadas para ocultar o desvio de dinheiro por meio de empresas de fachada e laranjas. Entre os principais alvos da apuração estão o ex-deputado Chiquinho Brazão e seu irmão, Domingos Brazão, ambos já condenados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O Supremo Tribunal Federal autorizou o bloqueio de R$ 100 milhões em bens dos investigados para assegurar o ressarcimento aos cofres públicos. Além das buscas, foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra Raphael da Silva Gonçalves e Robson Calixto Fonseca. As investigações apontam que o Instituto Carioca de Atividades teria sido um dos beneficiários do esquema, recebendo cerca de R$ 7 milhões em emendas destinadas por Chiquinho Brazão. A operação reforça o esforço das autoridades em rastrear o uso indevido de verbas parlamentares, focando em crimes de peculato e lavagem de dinheiro que teriam sido estruturados para desviar recursos destinados a projetos sociais no estado.
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