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Rogério Marinho

Rogério Marinho é senador pelo Rio Grande do Norte (PL), com mandato até 2031, e líder da oposição no Senado. Foi relator da reforma trabalhista de 2017 e ministro do Desenvolvimento Regional de Jair Bolsonaro. O PL o oficializou em 4 de novembro de 2026 como candidato à presidência do Senado, com apoio formal do Novo. Ele enfrenta Davi Alcolumbre, que busca a reeleição, e Tereza Cristina, em eleição secreta marcada para 1º de fevereiro de 2027, que exige 41 votos.

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Foto: Senado Federal

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Quem é Rogério Marinho

Rogério Simonetti Marinho é senador pelo Rio Grande do Norte e líder da oposição no Senado, filiado ao PL, e candidato oficial do partido à presidência da Casa na eleição de 1º de fevereiro de 2027. Economista de 62 anos, ele foi relator da reforma trabalhista de 2017 e ministro do Desenvolvimento Regional de Jair Bolsonaro.

  • Nascimento: 26 de novembro de 1963, em Natal (RN).
  • Família política: neto do ex-deputado federal Djalma Marinho.
  • Formação: economia na antiga Unipec, hoje Universidade Potiguar. Foi professor da rede estadual do RN de 1987 a 1989.
  • Partidos: PSB (1993 a 2009), PSDB (2009 a 2020) e PL (desde 2021).
  • Cargo atual: senador em exercício, com mandato de 1º de fevereiro de 2023 a 31 de janeiro de 2031, segundo o Senado.

Candidatura à presidência do Senado

O PL oficializou Marinho como candidato em 4 de novembro de 2026, para o biênio 2027-2028. O principal adversário é o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a reeleição. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também é candidata, no mesmo campo da direita.

"Nós, se Deus quiser, e o povo, que são os senadores, nos derem essa honra, seremos o presidente do Congresso Nacional", disse Marinho no lançamento, segundo o g1.

A conta dos votos

A eleição é secreta, e o vencedor precisa de pelo menos 41 dos 81 votos.

  • Marinho: tem o apoio formal do Novo. Com os 29 senadores que o PL terá em 2027 e os três do Novo, parte de 32 cadeiras. Aliados contam 38 votos sólidos, segundo a Folha, somando senadores do Republicanos e do PP.
  • Alcolumbre: tem anúncios de apoio da federação União-PP, de MDB, PSD e PSB e conta com a federação do PT, que juntos somam 37 cadeiras em fevereiro de 2027, segundo O Globo. Seus aliados estimam 48 votos, número que os adversários consideram inflado.
  • Tereza Cristina: analistas ouvidos pela Gazeta do Povo estimam de 12 a 15 votos para ela, no PP e nas bancadas do agronegócio e feminina.

Marinho e Tereza Cristina mantêm as duas candidaturas por enquanto. Eles pretendem comparar as contagens em janeiro de 2027 para decidir quem fica na disputa, segundo O Globo.

O que ele propõe e como faz campanha

  • Voto aberto: o PL defende trocar a votação secreta pela aberta. Marinho pede que os senadores divulguem o voto antes de depositá-lo, iniciativa que, segundo a Folha, ainda não ganhou adesão.
  • Supremo: defende um Senado mais independente do STF. Em setembro de 2026, apresentou uma proposta para que pedidos de impeachment de ministros sejam abertos automaticamente quando tiverem a assinatura de 49 senadores, sem depender do presidente da Casa.
  • Viagens: pretende percorrer os estados, encontrar senadores eleitos e governadores e mobilizar eleitores pró-impeachment a cobrar seus senadores, segundo a Folha de 6 de novembro de 2026.

Trajetória antes de Brasília

Marinho começou na política em Natal, depois de perder a eleição de 1994.

  • Vereador de Natal: assumiu como suplente entre 2001 e 2003, foi eleito em 2004 e presidiu a Câmara Municipal em 2005 e 2006.
  • Deputado federal: eleito em 2006, com 130.063 votos. Perdeu a reeleição em 2010 e voltou à Câmara como suplente de Betinho Rosado, até novembro de 2012.
  • Prefeitura de Natal: ficou em quarto lugar em 2012, com 10,16% dos votos válidos.
  • Secretário estadual: comandou o Desenvolvimento Econômico do RN no governo Rosalba Ciarlini, de dezembro de 2012 a janeiro de 2014.
  • Volta à Câmara: reeleito deputado em 2014. Nesse mandato votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff e do Teto de Gastos e contra a abertura de investigação sobre Michel Temer.
  • ABC: foi vice-presidente administrativo e financeiro do ABC Futebol Clube em 2014 e 2015, e presidente interino por um período.

Reforma trabalhista

Marinho foi o relator da reforma trabalhista na Câmara, aprovada em 26 de abril de 2017 por 296 votos a 177. O projeto do governo Temer alterou mais de 100 pontos da CLT, segundo a Agência Brasil.

  • O que o texto mudou: a convenção e o acordo coletivo passaram a valer sobre a lei em 15 pontos, como jornada e banco de horas. A proposta também criou regras para o trabalho intermitente e acabou com a contribuição sindical obrigatória.
  • O que disse o relator: "O substitutivo não está focado na supressão de direitos". Chamou a resistência às mudanças de "conservadorismo".
  • O que veio depois: não conseguiu se reeleger deputado em 2018, quando ficou como segundo suplente da coligação.

Previdência e Ministério do Desenvolvimento Regional

Foto: Palácio do Planalto / CC BY 2.0

No governo Bolsonaro, Marinho trabalhou primeiro na reforma da Previdência e depois comandou o Ministério do Desenvolvimento Regional.

  • Secretário especial de Previdência e Trabalho (janeiro de 2019 a fevereiro de 2020): no Ministério da Economia de Paulo Guedes, ajudou a redigir e a negociar a reforma da Previdência, aprovada em 2019. Também defendeu a Carteira Verde e Amarela.
  • Ministro do Desenvolvimento Regional (fevereiro de 2020 a março de 2022): na pandemia, formulou com outros ministros o programa Pró-Brasil, de aumento do gasto público, que Guedes criticou como irresponsável do ponto de vista fiscal. Deixou o cargo para disputar o Senado.

Senado e liderança da oposição

Marinho foi eleito senador em 2022, com 708.351 votos (41,85% dos válidos), pelo PL. Virou líder da oposição no início do terceiro governo Lula.

  • Eleição de 2023: disputou a presidência do Senado a pedido de Bolsonaro e perdeu para Rodrigo Pacheco por 49 votos a 32.
  • Licença em 2024: afastou-se por 120 dias para trabalhar nas eleições municipais. O senador Marcos Rogério (PL-GO) assumiu a liderança nesse período.
  • Escala 6x1: defende a jornada flexível e apresentou proposta alternativa ao fim da escala 6x1. Queria votar contra a PEC, mas recuou após pressão de colegas do PL e de recados de Bolsonaro, segundo a Folha. Ele não registrou presença na sessão de 14 de outubro de 2026, que aprovou a proposta com 75 votos.
  • STF e Polícia Federal: em setembro de 2026, pediu o afastamento de Alexandre de Moraes, do procurador-geral Paulo Gonet e do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, por causa das apurações do caso Banco Master.

Campanha de Flávio Bolsonaro

Marinho coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, derrotado por Lula no segundo turno de 25 de outubro de 2026. Quando Flávio, já nos Estados Unidos, alegou fraude em uma carta, Marinho disse: "O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido". Ele chamou o texto de "desabafo".

Internação em outubro de 2026

Marinho passou mal em um voo de Goiânia para Brasília e foi internado no Hospital DF Star em 6 de outubro de 2026. Recebeu alta no dia seguinte, com diagnóstico de gastroenterocolite aguda, segundo o hospital.

Polêmicas

Orçamento secreto e tratores

O Estadão revelou em junho de 2021 que Marinho, então ministro, direcionou recursos do orçamento secreto para comprar 90 tratores, nove motoniveladoras e 12 pás carregadeiras para o RN. Dos R$ 130 milhões que o gabinete dele indicou, R$ 88 milhões foram para o estado. O jornal apontou que o trator custava R$ 112 mil ao RN e R$ 92 mil a Pernambuco.

Marinho negou irregularidade na Comissão de Fiscalização da Câmara: "Não tem nada de secreto". Disse ainda que os tratores não tinham sido comprados.

Funcionária fantasma na Câmara de Natal

A Justiça do RN condenou Marinho em maio de 2023 por improbidade, pela contratação de uma médica que, segundo a sentença, nunca trabalhou na Câmara de Natal, entre 2004 e 2007. A decisão determinava a perda do mandato e a suspensão dos direitos políticos por oito anos.

Em agosto de 2023, o mesmo juiz reconheceu a prescrição e anulou essas sanções, mas manteve o ressarcimento de cerca de R$ 13 mil em valores da época. Marinho alegou que a médica atendia a população de graça e que não houve apropriação de dinheiro.

Linha do tempo

  • 26 de novembro de 1963: nasce em Natal.
  • 2006: eleito deputado federal pela primeira vez.
  • 26 de abril de 2017: a Câmara aprova a reforma trabalhista, com relatoria dele.
  • Janeiro de 2019: assume a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho.
  • Fevereiro de 2020: assume o Ministério do Desenvolvimento Regional.
  • 2 de outubro de 2022: eleito senador pelo RN.
  • 1º de fevereiro de 2023: toma posse e perde a eleição para a presidência do Senado para Rodrigo Pacheco.
  • Agosto de 2023: o juiz reconhece a prescrição e anula as sanções do caso da Câmara de Natal.
  • 14 de outubro de 2026: não vota na PEC do fim da escala 6x1.
  • 25 de outubro de 2026: Flávio Bolsonaro, de cuja campanha era coordenador, perde o segundo turno.
  • 4 de novembro de 2026: o PL oficializa a candidatura à presidência do Senado, com apoio formal do Novo.
  • 1º de fevereiro de 2027: data da eleição para o comando do Senado.

Perguntas frequentes

Quem é Rogério Marinho?

Rogério Marinho é senador pelo Rio Grande do Norte, líder da oposição no Senado e candidato do PL à presidência da Casa em 2027. Foi relator da reforma trabalhista e ministro de Jair Bolsonaro.

De qual partido é Rogério Marinho?

Do PL, desde 2021. Antes passou pelo PSB e pelo PSDB.

Quando termina o mandato de Rogério Marinho?

Em 31 de janeiro de 2031. Ele foi eleito senador em 2022, para um mandato de oito anos.

Rogério Marinho foi ministro de Bolsonaro?

Sim. Foi ministro do Desenvolvimento Regional de fevereiro de 2020 a março de 2022. Antes, foi secretário especial de Previdência e Trabalho.

Rogério Marinho é líder da oposição?

Sim. Lidera a oposição no Senado desde o início do terceiro governo Lula, em 2023.

O que aconteceu com a saúde de Rogério Marinho?

Ele foi internado em Brasília em 6 de outubro de 2026, após passar mal em um voo, e teve alta no dia seguinte, com diagnóstico de gastroenterocolite aguda.

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