Quem é Rodrigo da Silva
Rodrigo da Silva é um jornalista brasileiro, criador do Spotniks, canal liberal de vídeos explicativos sobre política e economia, e colunista de Internacional do Estadão desde janeiro de 2025. É catarinense e mora na Espanha, segundo o anúncio de sua estreia no jornal. No X, onde está desde 2009 como @rodrigodasilva e tem cerca de 183 mil seguidores, se apresenta como "Colunista de internacional do Estadão. Criador do Spotniks."
Sua principal área de pesquisa, nas palavras dele, é a relação de Donald Trump com a Rússia. É autor do Guia Politicamente Incorreto da Política Brasileira (LeYa, 2018) e diz escrever um livro sobre Trump e a Rússia que já passa de 500 páginas.
Rodrigo da Silva e o Spotniks
Antes do Spotniks, Rodrigo da Silva tocou o Liberzone, outro projeto de mídia declaradamente liberal, segundo o podcast do Instituto Mises Brasil de julho de 2015. Criou o Spotniks em 2014 com Felippe Hermes, a quem chama de cofundador; o Money Times descreve o site como "criado e desenvolvido por Rodrigo da Silva, com seu sócio e parceiro Felippe Hermes". Em 2017, os editores formalizaram a empresa com os sócios Hermes, Rodrigo da Silva e Daniela Guaraná, segundo o Boletim da Liberdade. Em 2021, Rodrigo escreveu no X que Hermes "não faz parte do Spotniks há muito tempo".
Em setembro de 2017, anunciou a venda de uma participação minoritária do Spotniks à Eleven Financial Research e disse continuar "majoritário e sócio-administrador" da publicação. Na fase de vídeos no YouTube, a partir de 2019, passou a assinar os roteiros: "Escrevo todos os roteiros destes vídeos", afirmou em outubro de 2026. Nos créditos dos vídeos de 2026 aparece como responsável pela "criação e roteiro", com apresentação de Nicole Blank ou Maria Clara Strambi.
Em 2024, também escrevia textos diários para assinantes do Spotniks, com um tema por dia da semana: mundo, Brasil, China, Rússia e Estados Unidos.
Colunista do Estadão
Rodrigo da Silva estreou no Estadão em 20 de janeiro de 2025, dia da posse de Trump, com a coluna "Donald Trump expõe na posse a encruzilhada onde o conservadorismo redefine a sua história". O jornal anunciou que ele assinaria uma coluna semanal na editoria de Internacional e contribuiria com vídeos e redes sociais. Ele contou ao Estadão que aprendeu a ler com o pai, no jornal, e definiu a coluna como dividida entre jornalismo explicativo e analítico.
A página da coluna traz o lema "Uma compreensão visual e analítica do que está acontecendo no mundo". Em outubro de 2026, ele disse no X que escreve duas vezes por semana no jornal, "95% sobre política internacional", e eventualmente sobre o Brasil. Entre janeiro de 2025 e outubro de 2026, a seção do autor somou 181 textos.
Algumas colunas e suas teses:
- 27/01/2025: "A 'loucura' de Trump tem método – e se Lula não a compreender, será feito de bobo".
- Novembro de 2025: "Como os crimes de Epstein podem ser bem piores do que você imagina".
- 25/11/2025: "A prisão de Bolsonaro é um sintoma de um problema muito maior".
- 04/01/2026: "A queda de Maduro pode ser moralmente satisfatória e celebrada – e ainda assim equivocada".
- 19/05/2026: "Por que Putin vive o pior momento dos seus 25 anos no poder".
- 26/05/2026: "Debate sobre a escala 6x1 precisa de menos romantismo e mais aritmética", que trata a redução da jornada sem corte de salário como aumento forçado do preço da hora trabalhada.
- 01/09/2026: "Por que tanta decisão política no Brasil termina no Supremo?"
- 06/10/2026: "Como a militância política atrapalha uma vitória de Lula".
- 13/10/2026: "Apostar na reversão da abstenção é um erro grosseiro da campanha de Lula".
Fronteiras, a série de vídeos no Estadão
Além da coluna escrita, Rodrigo da Silva faz para o Estadão o Fronteiras, por Rodrigo da Silva, uma coluna semanal em vídeo sobre "grandes temas da geopolítica mundial, com análise e contexto histórico". Os episódios inéditos saem aos sábados para assinantes e depois no YouTube do Estadão, além de Spotify e Apple Podcasts. A playlist no YouTube tinha 108 episódios em outubro de 2026.
Um dos primeiros vídeos dele no canal do jornal é de fevereiro de 2025: "Afinal, a AfD é um partido de ultradireita?", sobre a eleição alemã. Entre os episódios estão "Narcoestado: Por que a cocaína é parte da cultura política da América Latina?" (abril de 2025), "O Brasil está próximo de produzir uma bomba nuclear?" (julho de 2025), "Não, Cuba não é pobre por causa do embargo" (outubro de 2025) e "As pesquisas erram contra Flávio Bolsonaro?" (outubro de 2026).
O que Rodrigo da Silva pensa
Rodrigo da Silva se define como liberal. Em 2024, disse no X que seu candidato ideal a presidente dos Estados Unidos seria o republicano Mitt Romney. Usa a rede para threads longas e, principalmente, para responder críticos, de direita e de esquerda. As posições abaixo vêm dessas publicações e das colunas.
Trump e a Rússia
É o tema a que mais se dedica. Sustenta que Trump é o presidente mais pró-Rússia da história dos Estados Unidos, e que a relação vem de negócios desde os anos 1980, antes de Vladimir Putin. "Trump não é pró-Rússia, assim como não é pró-EUA. Trump é pró-Trump", escreveu em outubro de 2026. "Os russos são sócios. São parceiros. Não há nada escondido, clandestino."
Em fevereiro de 2025, resumiu sua coluna no Estadão assim: o que Trump promove é "a destruição da ordem baseada em regras", e atacar aliados, bajular ditadores e abandonar países invadidos "é o que Vladimir Putin faria se tivesse o poder americano por um dia". Defende a OTAN e a ajuda à Ucrânia na guerra com a Rússia, e cobra de quem vê em Trump um aliado de Kiev os números de sanções e de ajuda militar do governo dele comparados aos de Biden.
Bolsonaro, o STF e Alexandre de Moraes
Critica Jair Bolsonaro e o STF ao mesmo tempo. Em fevereiro de 2024, publicou uma longa thread que perguntava se Bolsonaro liderou uma tentativa de golpe de Estado e o que aconteceria se ela desse certo, e em janeiro de 2023 o chamou de "pai de um movimento terrorista que literalmente tentou um golpe de Estado", em referência ao 8 de janeiro. Já sobre Alexandre de Moraes, diz: "Nunca apoiei Alexandre de Moraes. Há anos critico ele." Em 2022, fez uma thread sobre as posições passadas de Moraes, e em 2024 se opôs à suspensão do X no Brasil.
A síntese dele, de novembro de 2024: "As críticas ao STF não tornam nenhuma liderança bolsonarista inocente" e "eu critico o Judiciário apesar da tribo". Acusa quem celebra a ditadura militar de só invocar o estado de direito "quando convém".
Lula, a esquerda e a Venezuela
Diz nunca ter votado em Lula. Em janeiro de 2025, escreveu que "ninguém suporta o serviço público brasileiro", que o país "ainda não saiu de 2013" e que o problema do governo "não é de comunicação". No mesmo mês, chamou o regime de Nicolás Maduro de "narcoditadura de almanaque, controlada por uma organização criminosa", em post com mais de 12 mil curtidas.
Em outubro de 2026, uma thread sobre uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo, do PT, nas periferias de São Paulo passou de 7 mil curtidas. Ele destacou a conclusão do próprio estudo de que ali há um "liberalismo popular", que vê o Estado ineficaz como o inimigo, e que Lula é admirado "menos pelas políticas" e mais por ser um exemplo de ascensão social. Ao mesmo tempo, rebate comparações que considera desonestas contra Lula: ao discutir a promessa da picanha, escreveu que "direita e esquerda fazem isso. E isso é errado".
Extrema direita e influência estrangeira
Defende que extrema direita e direita radical são categorias da ciência política, e recomenda o cientista político Cas Mudde. Escreveu threads sobre as ligações com o Kremlin de partidos europeus como o Rassemblement National, de Marine Le Pen, e do governo húngaro de Viktor Orbán. Em outubro de 2026, sustentou que uma invasão de perfis estrangeiros falando de política em período eleitoral tem grande chance de ser campanha de influência, sem atribuí-la a um país: "Pode ser chinês. Pode não ser."
Jornalismo
"Eu sou um jornalista, não um militante político", escreveu em 2024. "O objetivo do jornalismo não é agradar grupo político – é oferecer instrumentos para a compreensão da realidade." Cobra dos veículos brasileiros transparência sobre suas linhas editoriais, e cita a queda da confiança na imprensa medida pelo Reuters Institute, de 62% em 2015 para 43% em 2023.
Livros
- Guia Politicamente Incorreto da Política Brasileira (LeYa, 2018): 336 páginas, com prefácio de Pedro Bial. O lançamento em São Paulo, em setembro de 2018, teve conversa com Felippe Hermes, mediada por Jerônimo Teixeira, da Veja.
- Livro sobre Trump e a Rússia (inédito): em março de 2025, ele disse estar finalizando a obra; em novembro de 2025, que havia parado de escrever na eleição americana de 2024, retomado depois dos primeiros meses do novo governo e já somava 500 páginas.
Linha do tempo
- 2009: Cria o perfil @rodrigodasilva no Twitter.
- 2014: Funda o Spotniks com Felippe Hermes.
- Setembro de 2017: Vende participação minoritária do Spotniks à Eleven Financial e segue como sócio majoritário.
- Setembro de 2018: Lança o Guia Politicamente Incorreto da Política Brasileira.
- 2019: O Spotniks passa a se dedicar ao YouTube.
- Janeiro de 2023: O Spotniks volta depois de dez meses de hiato, em parceria com a produtora Dromedário.
- 20 de janeiro de 2025: Estreia como colunista de Internacional do Estadão.
- Fevereiro de 2025: Publica no YouTube do Estadão um dos primeiros vídeos da coluna que viraria a série Fronteiras.
- Outubro de 2026: Escreve duas vezes por semana no Estadão e segue roteirizando os vídeos do Spotniks.
Perguntas frequentes
Rodrigo da Silva é o dono do Spotniks?
Ele criou o Spotniks em 2014 com Felippe Hermes e, em 2017, se apresentava como sócio majoritário e administrador. Hoje assina a criação e os roteiros dos vídeos do canal.
Rodrigo da Silva escreve no Estadão?
Sim. É colunista de Internacional do Estadão desde 20 de janeiro de 2025 e apresenta a série de vídeos Fronteiras no YouTube do jornal.
Rodrigo da Silva é de direita?
Ele se define como liberal. Critica Lula e o PT, mas também Bolsonaro, Trump e a direita que se aproxima da Rússia, além de Alexandre de Moraes.
Qual é a relação entre Rodrigo da Silva e Felippe Hermes?
Os dois criaram o Spotniks em 2014 e foram sócios. Segundo Rodrigo, Hermes já não fazia parte do Spotniks em 2021.
Onde mora Rodrigo da Silva?
Na Espanha, segundo o Estadão. Ele é natural de Santa Catarina.
