Otan anuncia acordos bilionários em meio à pressão de Trump por gastos
Em cúpula em Ancara, Otan revela investimentos em defesa e exige que membros destinem 5% do PIB ao setor para reduzir dependência dos EUA.
Pontos principais
- A Otan anunciou acordos de armas bilionários, incluindo drones da Northrop Grumman e aeronaves da Saab.
- O presidente Donald Trump exige que aliados europeus aumentem os gastos militares para 5% do PIB com urgência.
- A nova meta de gastos da aliança compreende 3,5% do PIB para despesas militares e 1,5% para infraestrutura estratégica.
- A aliança planeja investir mais de US$ 40 bilhões nos próximos cinco anos em capacidades de combate a drones.
- Aliados europeus e o Canadá devem destinar US$ 258 bilhões adicionais em defesa ao longo de 2025.
- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, solicitou reforços urgentes em sistemas de defesa aérea durante o encontro.
- Negociações para a produção conjunta de mísseis na Europa estão em curso para apoiar a Ucrânia e fortalecer a autonomia regional.
Líderes da Otan reuniram-se em Ancara para definir um novo modelo de aliança militar, sob forte pressão do presidente Donald Trump por maior protagonismo europeu. O governo americano tem exigido que os países-membros assumam uma parcela maior da responsabilidade pela segurança coletiva, reduzindo a dependência do suporte militar dos EUA. Como resposta, o secretário-geral Mark Rutte solicitou planos concretos para que os aliados atinjam a nova meta de 5% do PIB em investimentos de defesa, um desafio fiscal que preocupa o Mecanismo Europeu de Estabilidade devido ao impacto na dívida pública.
Durante o evento, foram formalizados acordos de armas avaliados em dezenas de bilhões de dólares, focados em modernizar a vigilância e a capacidade de combate a drones. O cenário é agravado pela necessidade urgente da Ucrânia por sistemas de defesa aérea, tema central na pauta de Volodymyr Zelensky. A aliança busca agora equilibrar a necessidade de rearmamento rápido com as tensões geopolíticas globais, enquanto tenta alinhar as expectativas financeiras dos 31 países membros com a postura imprevisível de Washington sobre o futuro da cooperação transatlântica.
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