Otan exige planos de países-membros para nova meta de gastos militares
Secretário-geral da Otan cobra planos para atingir 5% do PIB em defesa sob pressão do governo Trump para ampliar investimentos militares.
Pontos principais
- A nova meta estipula 3,5% do PIB para despesas militares e 1,5% para infraestrutura estratégica.
- Aliados europeus e o Canadá devem injetar US$ 258 bilhões adicionais no setor ao longo de 2025.
- O governo de Donald Trump tem exercido forte pressão sobre os membros da aliança para o cumprimento urgente dos objetivos.
- O Mecanismo Europeu de Estabilidade alerta para os riscos fiscais de financiar a expansão militar via dívida pública.
- A cúpula em Ancara discutirá a renovação de aeronaves AWACS diante de ameaças híbridas russas.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, solicitou que os países-membros apresentem planos concretos para alcançar a nova meta de gastos com defesa, fixada em 5% do PIB. A exigência ocorre em um cenário de intensa pressão do governo do presidente Donald Trump, que demanda maior comprometimento financeiro dos aliados. O montante total, que inclui 3,5% para despesas militares e 1,5% para infraestrutura, representa um desafio orçamentário significativo, com a necessidade de um aporte adicional de US$ 258 bilhões em 2025. O Mecanismo Europeu de Estabilidade manifestou preocupação sobre a sustentabilidade fiscal dessa expansão, caso seja financiada por meio de dívida pública. Além da questão financeira, a cúpula em Ancara focará na modernização de sistemas de vigilância, como as aeronaves AWACS, visando mitigar riscos crescentes de ataques híbridos atribuídos à Rússia.
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