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Otan anuncia acordos bilionários em meio à pressão de Trump por gastos

Em cúpula em Ancara, Otan revela investimentos em defesa e exige que membros destinem 5% do PIB ao setor para reduzir dependência dos EUA.

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Foto: G1 Mundo
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06/07 às 22:02 · atualizado 08/07 às 08:44

Pontos principais

  • A Otan anunciou acordos de armas bilionários, incluindo drones da Northrop Grumman e aeronaves da Saab.
  • O presidente Donald Trump exige que aliados europeus aumentem os gastos militares para 5% do PIB com urgência.
  • A nova meta de gastos da aliança compreende 3,5% do PIB para despesas militares e 1,5% para infraestrutura estratégica.
  • A aliança planeja investir mais de US$ 40 bilhões nos próximos cinco anos em capacidades de combate a drones.
  • Aliados europeus e o Canadá devem destinar US$ 258 bilhões adicionais em defesa ao longo de 2025.
  • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, solicitou reforços urgentes em sistemas de defesa aérea durante o encontro.
  • Negociações para a produção conjunta de mísseis na Europa estão em curso para apoiar a Ucrânia e fortalecer a autonomia regional.

Líderes da Otan reuniram-se em Ancara para definir um novo modelo de aliança militar, sob forte pressão do presidente Donald Trump por maior protagonismo europeu. O governo americano tem exigido que os países-membros assumam uma parcela maior da responsabilidade pela segurança coletiva, reduzindo a dependência do suporte militar dos EUA. Como resposta, o secretário-geral Mark Rutte solicitou planos concretos para que os aliados atinjam a nova meta de 5% do PIB em investimentos de defesa, um desafio fiscal que preocupa o Mecanismo Europeu de Estabilidade devido ao impacto na dívida pública.

Durante o evento, foram formalizados acordos de armas avaliados em dezenas de bilhões de dólares, focados em modernizar a vigilância e a capacidade de combate a drones. O cenário é agravado pela necessidade urgente da Ucrânia por sistemas de defesa aérea, tema central na pauta de Volodymyr Zelensky. A aliança busca agora equilibrar a necessidade de rearmamento rápido com as tensões geopolíticas globais, enquanto tenta alinhar as expectativas financeiras dos 31 países membros com a postura imprevisível de Washington sobre o futuro da cooperação transatlântica.

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