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Itaú, Bradesco e Santander somam lucro de R$ 22,61 bi no 3º trimestre

Itaú, Bradesco e Santander Brasil somaram lucro recorrente de R$ 22,61 bilhões no 3º trimestre de 2026, alta de 2,4% sobre um ano antes, puxado pelo Itaú Unibanco.

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Foto: Times Brasil
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07/11 às 08:45, atualizado 11:01

Pontos principais

  • Itaú Unibanco: resultado recorrente gerencial de R$ 12,617 bilhões, com retorno sobre o patrimônio de 23,6% (24,5% no Brasil).
  • Itaú: inadimplência acima de 90 dias subiu 0,1 ponto percentual, para 2,0%, e o resultado recorrente dos nove meses chegou a R$ 37,3 bilhões.
  • Bradesco: lucro recorrente de R$ 7,11 bilhões, 11º trimestre seguido de alta sequencial, com ROAE de 15,6% (16,1% sem o aumento de capital de R$ 10 bilhões).
  • Santander Brasil: lucro recorrente de R$ 2,885 bilhões, 28% abaixo do 3T25 e 4,3% abaixo do 2T26, com ROAE de 11,9% excluído o ágio.
  • Santander: PDD de R$ 7,46 bilhões, 14,4% acima de um ano antes, e inadimplência acima de 90 dias de 3,4%, com a alta puxada pela pessoa física, na baixa renda e no agronegócio.
  • O setor enfrenta inadimplência elevada com a Selic em 13,75% ao ano.

O Itaú Unibanco fechou o trimestre com carteira de crédito de R$ 1,54 trilhão, alta de 1,4%, e índice de eficiência de 37,5%, ou 35,7% no Brasil. Sem o resultado do varejo da Colômbia, o crescimento trimestral do lucro teria sido de 2,5%, e não de 1,7%.

O Bradesco teve receitas totais de R$ 38,0 bilhões, alta de 8,4% sobre um ano antes, puxada pela margem financeira, que subiu 14,2%. O grupo de seguros, previdência e capitalização teve ROAE de 22,0%, com destaque para a Bradsaúde.

No Santander Brasil, o banco atribui a alta anual da PDD a efeitos concentrados no segmento massivo e em casos pontuais do atacado. A margem financeira caiu 1,6% no mesmo prazo, por mix de crédito e compressão de spread.

Para o Citi, o cenário pós-eleitoral reforça a perspectiva de juros elevados por mais tempo, já que um ajuste fiscal significativo é condição para uma queda mais rápida da Selic. A renda das famílias comprometida e o caixa das empresas mais pressionado mantêm a inadimplência em alta.

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