Itaú, Bradesco e Santander somam lucro de R$ 22,61 bi no 3º trimestre
Itaú, Bradesco e Santander Brasil somaram lucro recorrente de R$ 22,61 bilhões no 3º trimestre de 2026, alta de 2,4% sobre um ano antes, puxado pelo Itaú Unibanco.
Pontos principais
- Itaú Unibanco: resultado recorrente gerencial de R$ 12,617 bilhões, com retorno sobre o patrimônio de 23,6% (24,5% no Brasil).
- Itaú: inadimplência acima de 90 dias subiu 0,1 ponto percentual, para 2,0%, e o resultado recorrente dos nove meses chegou a R$ 37,3 bilhões.
- Bradesco: lucro recorrente de R$ 7,11 bilhões, 11º trimestre seguido de alta sequencial, com ROAE de 15,6% (16,1% sem o aumento de capital de R$ 10 bilhões).
- Santander Brasil: lucro recorrente de R$ 2,885 bilhões, 28% abaixo do 3T25 e 4,3% abaixo do 2T26, com ROAE de 11,9% excluído o ágio.
- Santander: PDD de R$ 7,46 bilhões, 14,4% acima de um ano antes, e inadimplência acima de 90 dias de 3,4%, com a alta puxada pela pessoa física, na baixa renda e no agronegócio.
- O setor enfrenta inadimplência elevada com a Selic em 13,75% ao ano.
O Itaú Unibanco fechou o trimestre com carteira de crédito de R$ 1,54 trilhão, alta de 1,4%, e índice de eficiência de 37,5%, ou 35,7% no Brasil. Sem o resultado do varejo da Colômbia, o crescimento trimestral do lucro teria sido de 2,5%, e não de 1,7%.
O Bradesco teve receitas totais de R$ 38,0 bilhões, alta de 8,4% sobre um ano antes, puxada pela margem financeira, que subiu 14,2%. O grupo de seguros, previdência e capitalização teve ROAE de 22,0%, com destaque para a Bradsaúde.
No Santander Brasil, o banco atribui a alta anual da PDD a efeitos concentrados no segmento massivo e em casos pontuais do atacado. A margem financeira caiu 1,6% no mesmo prazo, por mix de crédito e compressão de spread.
Para o Citi, o cenário pós-eleitoral reforça a perspectiva de juros elevados por mais tempo, já que um ajuste fiscal significativo é condição para uma queda mais rápida da Selic. A renda das famílias comprometida e o caixa das empresas mais pressionado mantêm a inadimplência em alta.
Fontes primárias
Análise Gerencial da Operação e Demonstrações Contábeis — 3T26 (Itaú Unibanco)
Resultado Recorrente Gerencial de R$ 12.617 milhões no 3T26, ante R$ 12.407 milhões no 2T26 e R$ 11.876 milhões no 3T25; R$ 37.305 milhões em 9M26. Retorno recorrente gerencial sobre o patrimônio líquido médio anualizado de 23,6% consolidado e 24,5% no Brasil. Índice de inadimplência (90 dias) total de 2,0%. Índice de eficiência de 37,5%.
Apresentação de Resultados 3T26 (Bradesco)
Lucro Líquido Recorrente de R$ 7,11 bi no 3T26, alta de 0,8% sobre o 2T26 e de 14,6% sobre o 3T25. ROAE de 15,6%, ou 16,1% ex-aumento de capital (R$ 10 bi concluído no trimestre). Receitas totais crescem 8,4% a/a, com margem financeira 14,2% maior a/a. Grupo de Seguros, Previdência e Capitalização com ROAE de 22,0%.
Informe de Resultados do 3º trimestre de 2026 (BRGAAP) — Santander Brasil
Lucro líquido gerencial recorrente de R$ 2.885 milhões no 3T26, ante R$ 3.014 milhões no 2T26 (-4,3%) e R$ 4.009 milhões no 3T25 (-28,0%). ROAE gerencial recorrente excluindo ágio de 11,9%. Carteira de crédito ampliada de R$ 721.264 milhões, +4,7% em doze meses e +0,9% no trimestre. Captações de clientes de R$ 701.316 milhões.
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