Itaú registra lucro de R$ 12,4 bilhões no segundo trimestre de 2026
O Itaú Unibanco reportou lucro líquido recorrente de R$ 12,4 bilhões no 2T26, com rentabilidade de 24,3% e inadimplência estável em 1,9%.
Pontos principais
- O lucro líquido recorrente atingiu R$ 12,407 bilhões, alta de 7,8% na comparação anual.
- O resultado ficou ligeiramente abaixo da expectativa de mercado, que era de R$ 12,536 bilhões.
- O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) consolidado alcançou 24,3% no período.
- A inadimplência acima de 90 dias manteve-se estável em 1,9% no consolidado.
- A carteira de crédito cresceu 9,6% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 1,5 trilhão.
- O banco revisou o guidance de crescimento para receitas de serviços e seguros de 5%-9% para 2%-5%.
- A margem financeira gerencial somou R$ 33 bilhões no trimestre.
O Itaú Unibanco divulgou nesta terça-feira (4) seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2026, reportando um lucro líquido recorrente de R$ 12,4 bilhões. Embora o desempenho represente um crescimento de 7,8% em relação ao mesmo período de 2025, o número ficou levemente abaixo da média das projeções de analistas consultados pela Bloomberg, que estimavam um lucro de R$ 12,5 bilhões. Apesar da pequena diferença em relação às expectativas, o banco sustentou indicadores sólidos, com um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 24,3% e um ROE de 25,7% considerando apenas as operações no Brasil.
Um dos destaques do balanço foi a manutenção da qualidade dos ativos, com a taxa de inadimplência acima de 90 dias estável em 1,9%. A carteira de crédito do banco avançou 9,6% na comparação anual, atingindo a marca de R$ 1,5 trilhão, enquanto a margem financeira gerencial somou R$ 33 bilhões, impulsionada pelo segmento de clientes. O presidente do banco, Milton Maluhy Filho, atribuiu os resultados à estratégia de longo prazo da instituição, focada na qualidade da carteira e na eficiência operacional proporcionada por investimentos em tecnologia.
Em contrapartida, o banco realizou um ajuste em suas projeções futuras, revisando o guidance de crescimento para receitas de serviços e seguros de um intervalo de 5%-9% para 2%-5%. Segundo analistas de mercado, a revisão já era esperada e foi recebida com neutralidade. O setor bancário brasileiro segue sob observação, com o mercado agora voltado para a divulgação dos resultados do Bradesco, que deve apresentar seu balanço nos próximos dias com projeções de lucro na casa dos R$ 7 bilhões.
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