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Itaú registra lucro de R$ 12,4 bilhões no segundo trimestre de 2026

O Itaú Unibanco reportou lucro líquido recorrente de R$ 12,4 bilhões no 2T26, com rentabilidade de 24,3% e inadimplência estável em 1,9%.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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04/08 às 18:45 · atualizado 05/08 às 05:02

Pontos principais

  • O lucro líquido recorrente atingiu R$ 12,407 bilhões, alta de 7,8% na comparação anual.
  • O resultado ficou ligeiramente abaixo da expectativa de mercado, que era de R$ 12,536 bilhões.
  • O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) consolidado alcançou 24,3% no período.
  • A inadimplência acima de 90 dias manteve-se estável em 1,9% no consolidado.
  • A carteira de crédito cresceu 9,6% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 1,5 trilhão.
  • O banco revisou o guidance de crescimento para receitas de serviços e seguros de 5%-9% para 2%-5%.
  • A margem financeira gerencial somou R$ 33 bilhões no trimestre.

O Itaú Unibanco divulgou nesta terça-feira (4) seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2026, reportando um lucro líquido recorrente de R$ 12,4 bilhões. Embora o desempenho represente um crescimento de 7,8% em relação ao mesmo período de 2025, o número ficou levemente abaixo da média das projeções de analistas consultados pela Bloomberg, que estimavam um lucro de R$ 12,5 bilhões. Apesar da pequena diferença em relação às expectativas, o banco sustentou indicadores sólidos, com um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 24,3% e um ROE de 25,7% considerando apenas as operações no Brasil.

Um dos destaques do balanço foi a manutenção da qualidade dos ativos, com a taxa de inadimplência acima de 90 dias estável em 1,9%. A carteira de crédito do banco avançou 9,6% na comparação anual, atingindo a marca de R$ 1,5 trilhão, enquanto a margem financeira gerencial somou R$ 33 bilhões, impulsionada pelo segmento de clientes. O presidente do banco, Milton Maluhy Filho, atribuiu os resultados à estratégia de longo prazo da instituição, focada na qualidade da carteira e na eficiência operacional proporcionada por investimentos em tecnologia.

Em contrapartida, o banco realizou um ajuste em suas projeções futuras, revisando o guidance de crescimento para receitas de serviços e seguros de um intervalo de 5%-9% para 2%-5%. Segundo analistas de mercado, a revisão já era esperada e foi recebida com neutralidade. O setor bancário brasileiro segue sob observação, com o mercado agora voltado para a divulgação dos resultados do Bradesco, que deve apresentar seu balanço nos próximos dias com projeções de lucro na casa dos R$ 7 bilhões.

Fonte primária

Itaú Unibanco Holding S.A. (via CVM — Comunicado ao Mercado)

Itaú Unibanco registra lucro de R$ 12,4 bilhões e ROE de 24,3% no segundo trimestre de 2026

Comunicado ao mercado enviado à CVM em 04/08/2026. O Itaú Unibanco registrou lucro líquido recorrente gerencial de R$ 12.407 milhões no 2T26, alta de 1,0% sobre o 1T26 (R$ 12.282 mi) e de 7,8% sobre o 2T25 (R$ 11.508 mi); no semestre, R$ 24.689 milhões, +9,1% ante 1S25. ROE recorrente anualizado de 24,3% (-0,5 p.p. no trimestre; +1,0 p.p. no ano). Carteira de crédito total de R$ 1.522 bilhões (+2,7% no trimestre, +9,6% em 12 meses), puxada por crédito imobiliário (+3,9%) e consignado privado (+14,3%). Inadimplência acima de 90 dias estável em 1,9% pelo 6º trimestre consecutivo. Margem financeira com clientes cresceu 3,3% no trimestre; receitas de serviços e seguros avançaram 0,4%. Despesas não decorrentes de juros somaram R$ 16,7 bilhões (+3,3% no trimestre, efeito sazonal). Índice de eficiência no Brasil de 35,5%; índice de capital principal (CET1) de 12,3%. O banco revisou para baixo o guidance 2026 de receita de prestação de serviços e resultado de seguros, de crescimento de 5%-9% para 2%-5%, citando maior volatilidade no mercado de capitais; as demais projeções foram mantidas. Resultado gerencial (R$ 12.407 mi) ficou 0,5% abaixo do consenso de mercado (R$ 12.466 mi, média de 11 instituições). O comunicado destaca o lançamento do 'ia.i', nova experiência conversacional de IA integrada ao SuperApp Itaú. Citações de Milton Maluhy Filho (CEO) e Gabriel Amado de Moura (CFO).

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