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Itaú lucra R$ 12,4 bilhões no 2º trimestre, mas reduz guidance

O Itaú Unibanco reportou alta de 7,8% no lucro recorrente, mas revisou para baixo a projeção de crescimento das receitas com serviços e seguros para 2026.

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Foto: Times Brasil
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05/08 às 09:15 · atualizado 18:35

Pontos principais

  • Lucro líquido recorrente atingiu R$ 12,4 bilhões no segundo trimestre de 2026.
  • Retorno sobre patrimônio líquido (ROE) de 24,3% mantém o banco entre os líderes do setor.
  • Projeção de crescimento para receitas com tarifas e seguros foi reduzida de 5%-9% para 2%-5%.
  • Carteira de crédito total cresceu 9,6% em 12 meses, alcançando R$ 1,52 trilhão.
  • Índice de inadimplência acima de 90 dias permaneceu estável em 1,9% pelo sexto trimestre consecutivo.
  • Ações da instituição subiram no pregão após a recepção positiva do mercado aos indicadores operacionais.

O Itaú Unibanco apresentou um desempenho financeiro sólido no segundo trimestre de 2026, com um lucro líquido recorrente de R$ 12,4 bilhões, o que representa um avanço de 7,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi sustentado por uma gestão disciplinada de crédito e pela manutenção de um ROE de 24,3%, índice que permanece como um dos mais elevados do sistema bancário brasileiro. A carteira de crédito da instituição atingiu a marca de R$ 1,52 trilhão, impulsionada pela resiliência do portfólio, especialmente no segmento de consignado privado.

Apesar dos números positivos, o banco optou por uma postura cautelosa ao revisar para baixo o seu guidance de receitas com serviços e seguros para o restante do ano, passando de uma estimativa de 5%-9% para o intervalo de 2%-5%. O CEO Milton Maluhy Filho destacou que a instituição mantém uma visão de "super estabilidade" para a inadimplência, que se manteve em 1,9% pelo sexto trimestre seguido, mas reforçou a necessidade de monitorar o cenário macroeconômico e a trajetória dos juros no país. A reação do mercado foi favorável, com as ações do banco figurando entre as maiores altas da Bolsa, refletindo a confiança dos investidores na solidez do capital e na eficiência operacional demonstrada pela gestão.

Fonte primária

Itaú Unibanco Holding S.A. (via SEC EDGAR, Form 6-K)

Itaú Unibanco reports net income of BRL 12.4 billion and ROE of 24.3% in the second quarter of 2026 — Press Release 2T26

O Itaú Unibanco divulgou resultado gerencial recorrente de R$ 12.407 milhões no 2T26, alta de 1,0% ante o 1T26 (R$ 12.282 milhões) e de 7,8% ante o 2T25 (R$ 11.508 milhões). O ROE anualizado recorrente gerencial foi de 24,3% (-0,5 p.p. no trimestre, +1,0 p.p. no ano). No 1S26, o lucro recorrente somou R$ 24.689 milhões, alta de 9,1% ante o 1S25. A carteira de crédito total atingiu R$ 1,522 trilhão (+2,7% no trimestre, +9,6% no ano), puxada por crédito imobiliário (+3,9%) e consignado (+3,5%, com consignado privado a +14,3%). A inadimplência acima de 90 dias ficou estável em 1,9% pelo sexto trimestre seguido. A margem financeira com clientes cresceu 3,3% no trimestre. Comissões, tarifas e resultado de seguros subiram apenas 0,4%, refletindo menor receita de pagamentos/recebimentos por ajuste comercial nos pacotes de serviços. As despesas não decorrentes de juros somaram R$ 16,7 bilhões (+3,3% no trimestre), e o índice de eficiência no Brasil ficou em 35,5%. O CET1 encerrou em 12,3%. O resultado ficou 0,5% abaixo do consenso de mercado (R$ 12.466 milhões). O banco revisou o guidance de 2026: a projeção de crescimento de comissões, tarifas e resultado de seguros caiu do intervalo de 5,0%-9,0% para 2,0%-5,0%, atribuída a maior volatilidade nos mercados de capitais do que o previsto no início do ano; as demais linhas do guidance (carteira de crédito, margem com clientes, margem com o mercado, custo de crédito, despesas não decorrentes de juros, alíquota efetiva) foram mantidas. O CEO Milton Maluhy Filho citou o lançamento do 'ia.i', assistente de IA do superapp, como parte da estratégia AI First do banco.

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