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Itaú Unibanco

O Itaú Unibanco é o maior banco privado do Brasil, formado em 2008 pela fusão entre o Banco Itaú e o Unibanco e controlado em conjunto pela Itaúsa e pela IUPAR. Teve lucro recorrente de R$ 46,83 bilhões em 2025 e de R$ 12,4 bilhões no segundo trimestre de 2026. Em 26 de outubro de 2026 anunciou a compra da startup de IA NeoSpace por R$ 2,925 bilhões.

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O que é o Itaú Unibanco

O Itaú Unibanco é o maior banco privado do Brasil, com sede em São Paulo. A instituição foi criada em 4 de novembro de 2008, com o anúncio da fusão entre o Banco Itaú e o Unibanco. A aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) saiu em 18 de agosto de 2010, e a integração terminou em outubro daquele ano. O presidente executivo é Milton Maluhy Filho, e Pedro Moreira Salles e Roberto Egydio Setubal são copresidentes do conselho de administração.

Ação ITUB4 e controle acionário

As ações preferenciais do banco são negociadas na B3 como ITUB4, e as ordinárias como ITUB3. Os recibos de depósito (ADR) são negociados na Bolsa de Nova York sob o código ITUB. A Itaúsa (ITSA4) é a holding que controla o banco em conjunto com a IUPAR, veículo ligado à família Moreira Salles. O restante das ações está em circulação no mercado.

História

O Banco Itaú nasceu em 1944, em Itaú de Minas (MG), fundado por José Balbino Siqueira. Em 1964 fundiu-se com o Banco Federal de Crédito, criado por Alfredo Egydio de Souza Aranha, e em 1973 adotou o nome Banco Itaú. Ao longo das décadas seguintes absorveu outros bancos, entre eles o Sul Americano (1966) e o da América (1969).

Em 2013 o banco comprou a Credicard. Em 2016 adquiriu a operação de varejo do Citibank no Brasil por R$ 710 milhões. Em 2016 concluiu a fusão das operações no Chile com o CorpBanca, anunciada em 2014. Em 2023 vendeu a subsidiária argentina ao Banco Macro por cerca de US$ 50 milhões.

Resultados financeiros

Em 2025 o lucro recorrente gerencial foi de R$ 46,83 bilhões, alta de 13,1% sobre 2024, com retorno sobre o patrimônio médio (ROAE) de 23,4%. A carteira de crédito terminou o ano em R$ 1,49 trilhão, alta de 6%, e a inadimplência acima de 90 dias ficou em 1,9%. No quarto trimestre de 2025 o lucro recorrente foi de R$ 12,317 bilhões.

No segundo trimestre de 2026 o banco informou lucro recorrente gerencial de R$ 12,4 bilhões e ROE de 24,3%, divulgados em 4 de agosto de 2026. No primeiro trimestre de 2026 o lucro recorrente havia sido de R$ 12,3 bilhões, alta de 10,4% sobre um ano antes. Para 2026, o banco projetou crescimento da carteira de crédito total entre 5,5% e 9,5%.

O que aconteceu em outubro de 2026

  • 26 de outubro: o Itaú comunicou ao mercado, em fato relevante, a compra de 100% das ações da NeoSpace A.I. Technologies, startup de Uberlândia (MG) que desenvolve modelos fundacionais de inteligência artificial. O valor é de R$ 2,925 bilhões, pago em parcela inicial no fechamento e o restante de forma diferida ao longo de cinco anos. A conclusão depende de aprovação do Cade e do Banco Central. A NeoSpace presta serviços ao banco há cerca de dois anos.
  • 18 de outubro: o banco apresentou à Polícia Federal um documento que aponta dados inconsistentes no sistema do Banco Central sobre as operações de risco sacado da Americanas, durante o período da fraude na varejista.
  • 16 de outubro: a Eneva firmou acordo de investimento de R$ 1,77 bilhão com o Itaú, por meio da subscrição de ações preferenciais da Eneva Participações III. A Eneva tem opção de recompra entre 1º de janeiro de 2031 e 31 de dezembro de 2032.
  • 15 de outubro: o banco comprou 35% da Prisma Capital, gestora de ativos alternativos fundada em 2017, com cerca de R$ 28 bilhões sob gestão. O aporte foi primário, em ações preferenciais sem voto, e os três fundadores permanecem na gestão.
  • 14 de outubro: abriram as inscrições do Programa de Formação Quant, gratuito, voltado a inteligência artificial e análise de dados, com prazo até 25 de outubro de 2026.
  • 30 de setembro: o banco anunciou 15 mil bolsas para um curso de Java e inteligência artificial, em parceria com a plataforma DIO.
  • 29 de setembro: Equatorial e Itaú notificaram o Cade sobre um novo aporte do banco na Equatorial Distribuição. O Itaú é sócio minoritário da holding desde 2019.

Concorrentes

No varejo bancário e na bolsa, os principais concorrentes privados são o Bradesco e o Santander, além dos bancos públicos Banco do Brasil e Caixa.

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