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Lucro do Santander Brasil cai 17,6% no 2º trimestre de 2026

O banco reportou lucro líquido recorrente de R$ 3 bilhões, pressionado pelo aumento das provisões para devedores duvidosos e pela queda na rentabilidade.

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Foto: Pipeline Valor
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29/07 às 07:01 · atualizado 15:04

Pontos principais

  • O lucro líquido recorrente atingiu R$ 3 bilhões, queda de 17,6% na comparação anual.
  • O resultado ficou abaixo da expectativa média do mercado, que projetava R$ 3,67 bilhões.
  • As despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD) subiram 21%, totalizando R$ 7,65 bilhões.
  • O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) caiu para 12,5%, o menor nível em quase três anos.
  • A margem financeira com clientes recuou 3% no período, refletindo a compressão de spreads.
  • A inadimplência acima de 90 dias atingiu 3,3%, ante 2,6% registrados no mesmo período de 2025.
  • A carteira de crédito ampliada cresceu 5,8% em doze meses, alcançando R$ 715 bilhões.
  • O banco adotou uma postura conservadora, priorizando a preservação de capital em detrimento do crescimento.
  • As ações do banco registraram forte queda na B3 após a divulgação do balanço financeiro.
  • A gestão indicou que a recuperação da rentabilidade deve ocorrer apenas em 2027.

O Santander Brasil reportou um desempenho financeiro abaixo das expectativas no segundo trimestre de 2026, com lucro líquido recorrente de R$ 3 bilhões. O montante representa uma retração de 17,6% em relação ao mesmo período do ano anterior e uma queda de 20,4% frente ao primeiro trimestre deste ano. O resultado foi severamente impactado pelo aumento de 21% nas despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD), que somaram R$ 7,65 bilhões, refletindo uma revisão nos critérios de baixa contábil e reforços pontuais em casos de atacado.

A rentabilidade da instituição também sofreu pressão, com o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) atingindo 12,5%, distanciando o banco de suas metas estratégicas. A margem financeira com clientes recuou 3%, evidenciando a compressão dos spreads bancários em um cenário macroeconômico desafiador. Diante desse quadro, a diretoria do banco, sob a nova gestão de Gilson Finkelsztain, sinalizou que a estratégia atual é "jogar na defesa", priorizando a disciplina de custos e a conservação de capital em vez da expansão agressiva da carteira.

O mercado reagiu negativamente aos números, com as units do Santander Brasil registrando queda superior a 6% na B3 logo após a divulgação. Analistas destacam que, embora a carteira de crédito ampliada tenha crescido 5,8% em doze meses, a qualidade dos ativos permanece como a principal preocupação. Com o desempenho acumulado no ano, o banco enfrenta o desafio de reverter a tendência de queda na lucratividade, com projeções internas indicando que a recuperação plena da rentabilidade deve ser um processo gradual, com horizontes voltados apenas para 2027.

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