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Taxas do Tesouro Direto sobem após Copom manter Selic em 13,75%

Decisão do Banco Central do Brasil de manter a Selic em 13,75% ao ano, anunciada na quarta-feira (4), pressiona os títulos públicos e eleva as taxas do Tesouro Direto nesta quinta-feira (5).

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Foto: InvestNews
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05/11 às 10:45, atualizado 13:32

Pontos principais

  • O Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano na quarta-feira (4), interrompendo uma sequência de cinco cortes.
  • Os sete membros do Comitê votaram pela manutenção, segundo o Banco Central.
  • O Copom diz que a inflação acelerou e está acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta.
  • O Banco Central projeta IPCA de 5,6% em 2026, 4,7% em 2027 e 3,5% no segundo trimestre de 2028.
  • O Copom descreve a Selic como substancialmente contracionista, com a atividade econômica em moderação mais acentuada.
  • Às 11h52, o Tesouro Direto registrava o Prefixado 2029 a 14,84% ao ano e os RendA+ 2060 e 2065 a IPCA + 7,40%.
  • Papéis de prazo mais longo, como os RendA+ 2060 e 2065, tiveram as maiores altas.
  • O Copom não fixa prazo para a retomada dos cortes e diz que acompanha como a política fiscal afeta a política monetária e os ativos financeiros.
  • Taxa em alta significa preço em queda, então quem vender antes do vencimento pode ter perda nominal.

As taxas dos títulos do Tesouro Direto subiram nesta quinta-feira (5), depois de o Copom, comitê do Banco Central do Brasil, manter a Selic em 13,75% ao ano na quarta-feira (4). O Banco Central diz que a inflação acelerou e está acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta, que as expectativas se afastaram da meta e que a atividade econômica desacelera de forma mais acentuada.

Às 11h52, o Tesouro Direto registrava o Prefixado 2029 em 14,84% ao ano, o IPCA+ 2032 em IPCA + 7,87% e os RendA+ 2060 e 2065 em IPCA + 7,40%. Taxa maior significa preço menor, então quem vender antes do vencimento pode ter perda nominal, enquanto quem levar o título até o fim recebe a taxa contratada.

O Copom não fixa prazo para a retomada dos cortes e diz que acompanha como a política fiscal afeta a política monetária e os ativos financeiros. Na projeção de referência, o Banco Central prevê IPCA de 5,6% em 2026, 4,7% em 2027 e 3,5% no segundo trimestre de 2028.

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