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Corte da Selic depende de ajuste fiscal e cenário global, diz Polo Capital

Economista da Polo Capital projeta manutenção da Selic em 13,75% até 2026, condicionando futuros cortes ao equilíbrio fiscal e estabilidade externa.

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Foto: Times Brasil
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05/11 às 09:45, atualizado 12:32

Pontos principais

  • Arnaldo Lima, da Polo Capital, descarta novas reduções na taxa Selic até o final de 2026.
  • A manutenção da taxa em 13,75% reflete a desancoragem das expectativas inflacionárias, segundo o economista.
  • Riscos geopolíticos e choques de oferta globais são apontados como obstáculos para a política monetária.
  • O Ministério da Fazenda contesta o patamar atual e planeja medidas estruturais para viabilizar a queda dos juros.
  • Analistas do mercado financeiro projetam a retomada do ciclo de cortes apenas para 2027.

O economista Arnaldo Lima, líder de RI da Polo Capital, avalia que o ciclo de afrouxamento da taxa Selic chegou a uma pausa prolongada, sem previsão de novas reduções até o final de 2026. Segundo o especialista, a decisão do Comitê de Política Monetária de manter a taxa em 13,75% ao ano foi motivada pela desancoragem das expectativas inflacionárias, que voltaram a acelerar acima do teto da meta. Lima ressalta que a retomada de cortes depende estritamente de um ajuste fiscal consistente e da dissipação de riscos geopolíticos globais, como conflitos no Oriente Médio e fenômenos climáticos que pressionam os preços.

Em contrapartida, o governo federal mantém críticas ao atual patamar dos juros, classificando-o como um entrave ao desenvolvimento econômico. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a pasta trabalha em medidas estruturais e na implementação da reforma tributária para criar condições sustentáveis de redução da Selic. Enquanto o governo busca ajustes nas contas públicas, analistas do mercado financeiro, alinhados à visão de cautela, projetam que o movimento de queda nos juros básicos só deve ser retomado efetivamente a partir de 2027, condicionado à austeridade fiscal.

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