Mercado financeiro reage a rumores sobre propostas de Lara Resende
Rumores sobre a possível adoção de ideias de André Lara Resende para reduzir a Selic geraram aversão ao risco e queda de 1,42% no Ibovespa.
Pontos principais
- O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira (3) em 165.528 pontos, acumulando queda de 5,79% na semana.
- Investidores reagiram negativamente a relatos de que o governo consideraria propostas de André Lara Resende para reduzir a dívida pública via cortes agressivos na Selic.
- O dólar à vista subiu 0,74%, sendo cotado a R$ 5,4863, enquanto as taxas dos juros futuros apresentaram alta.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou a existência de reuniões com o economista e classificou as propostas como incipientes.
- O mercado aguarda a decisão do Copom nesta quarta-feira (4), com a expectativa majoritária de manutenção da Selic em 13,75% ao ano.
- Analistas do Goldman Sachs apontaram preocupações com a deterioração da base orçamentária e o enfraquecimento da âncora fiscal brasileira.
O mercado financeiro brasileiro apresentou forte aversão ao risco na última terça-feira (3), refletindo a incerteza sobre a condução da política fiscal. O Ibovespa recuou 1,42%, fechando em 165.528 pontos, pressionado por rumores de que o governo poderia adotar propostas do economista André Lara Resende para reduzir a dívida pública por meio de cortes agressivos na taxa Selic. O movimento de venda foi acompanhado pela alta de 0,74% no dólar, que atingiu R$ 5,4863, e pela elevação das taxas nos contratos de juros futuros para 2028 e 2035.
Em resposta à repercussão negativa, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou a existência de qualquer reunião com Lara Resende e classificou as propostas como incipientes. Apesar do posicionamento oficial, analistas do Goldman Sachs alertaram para o enfraquecimento da âncora fiscal e a deterioração da base orçamentária, fatores que elevam a volatilidade antes da decisão do Copom. A expectativa predominante entre os economistas é de que a taxa Selic seja mantida em 13,75% ao ano nesta quarta-feira (4), em um cenário onde o boletim Focus já indicava uma piora nas projeções de inflação.
