Governo define alíquotas do Imposto Seletivo para bebidas a partir de 2027
O governo federal fixou alíquotas do Imposto Seletivo de 4,2% para cervejas e 2,6% para bebidas açucaradas a partir de fevereiro de 2027, e afirma que o imposto não eleva a carga sobre os produtos atingidos em 2027.
Pontos principais
- Cervejas de malte terão alíquota de 4,2% e bebidas açucaradas, como refrigerantes, de 2,6%, a partir de 2 de fevereiro de 2027.
- Segundo o governo, o IS não eleva a carga sobre os produtos atingidos durante 2027.
- As bebidas alcoólicas pagam de 8% a 24%, com 20% para rum e aguardentes de cana.
- Pequenos produtores, com até 250 mil litros de álcool por ano, têm a alíquota dessas bebidas reduzida de 10% a 40%.
- A cobrança específica em reais das bebidas alcoólicas fica zerada até 31 de dezembro de 2027; o valor de 2028 vai a projeto de lei que o Executivo deve enviar até 31 de maio de 2027.
- A arrecadação estimada do IS será considerada no cálculo da alíquota de referência da CBS de 2027, para reduzi-la.
O governo federal fixou, na Medida Provisória 1.399, de 4 de novembro de 2026, as alíquotas do Imposto Seletivo para bebidas. A cerveja de malte terá 4,2%, e as bebidas açucaradas, como refrigerantes, 2,6%, a partir de 2 de fevereiro de 2027. Segundo o governo, o tributo, conhecido como imposto do pecado, não eleva a carga sobre os produtos atingidos em 2027, e prevê que a arrecadação estimada do IS reduza a alíquota de referência da CBS de 2027. A medida ainda depende de aprovação do Congresso.
Para as bebidas alcoólicas, as alíquotas vão de 8% a 24%, com 20% para rum e aguardentes de cana. Pequenos produtores, com até 250 mil litros de álcool por ano, têm a alíquota dessas bebidas reduzida de 10% a 40%.
A cobrança específica em reais sobre as bebidas alcoólicas fica zerada até 31 de dezembro de 2027, e o valor para 2028 vai a projeto de lei que o Executivo deve enviar ao Congresso até 31 de maio de 2027. JPMorgan e Goldman veem impacto administrável para a Ambev no curto prazo. O JPMorgan estima que, no cenário-base de 2033, a reforma tributária pode pesar cerca de 3% no Ebitda da cerveja da Ambev no Brasil. O Goldman estima que a carga total sobre refrigerantes pode subir entre 0,6 e 1,4 ponto percentual, sobretudo pelo IVA.
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