Governo projeta arrecadar R$ 42 bi com imposto seletivo em 2027
A Mensagem Presidencial que acompanha o PLOA de 2027 projeta R$ 42 bilhões com o novo Imposto Seletivo sobre produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente, mas classifica essa receita como condicionada à definição das alíquotas pelo Congresso.
Pontos principais
- O governo incluiu no PLOA de 2027 a previsão de R$ 42 bilhões (0,28% do PIB; R$ 41.996,4 milhões na Tabela 9) com o Imposto Seletivo, segundo a Mensagem Presidencial que acompanha o projeto.
- Segundo a mensagem, o tributo tem caráter extrafiscal, sem finalidade arrecadatória, e incide sobre produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente e sobre apostas de quota fixa (bets).
- A receita foi classificada como fonte condicionada: a Lei Complementar 214/2025 exige que as alíquotas ainda sejam definidas por lei ordinária, e o governo trata a estimativa como preliminar.
- O PLOA também projeta R$ 636,8 bilhões (4,31% do PIB) com a nova CBS.
- A arrecadação do IPI, parcialmente substituído pelos novos tributos, deve cair de R$ 99,99 bilhões (reprogramação de 2026) para R$ 5,5 bilhões em 2027.
- Os estados devem receber R$ 33,8 bilhões em 2027 via fundo de compensação pela substituição do IPI pelo Imposto Seletivo.
- Setores afetados alertam para riscos de repasse de preços ao consumidor e crescimento do mercado ilegal.
O governo federal apresentou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que inclui pela primeira vez a previsão de arrecadação com o Imposto Seletivo, o "imposto do pecado". Segundo a Mensagem Presidencial que acompanha o projeto, a expectativa é arrecadar R$ 42 bilhões (0,28% do PIB, R$ 41.996,4 milhões na Tabela 9 do documento) com o tributo, que tem caráter extrafiscal, sem finalidade arrecadatória: incide sobre produtos com externalidades negativas à saúde e ao meio ambiente e sobre apostas de quota fixa (bets).
A mensagem classifica essa receita como fonte condicionada: a Lei Complementar 214/2025 exige que as alíquotas do imposto sejam definidas por lei ordinária, ainda não aprovada pelo Congresso, e o governo diz que a estimativa é preliminar e será atualizada quando a legislação for concluída. O documento projeta ainda R$ 636,8 bilhões (4,31% do PIB) com a nova CBS, e uma queda do IPI, parcialmente substituído pelos dois tributos, de R$ 99,99 bilhões na reprogramação de 2026 para R$ 5,5 bilhões em 2027 (o imposto permanece só para produtos incentivados na Zona Franca de Manaus). Para compensar os estados pela perda do IPI, o PLOA reserva R$ 33,8 bilhões em 2027 a um fundo específico, fora do limite fiscal. Setores afetados alertam para riscos de repasse de preços ao consumidor e crescimento do mercado ilegal.
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