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Anatel impõe novas regras para envio de SMS contra golpes

No Brasil, a Anatel determina que operadoras impeçam a entrega de SMS A2P de códigos curtos não cadastrados em um diretório público, para reduzir golpes por mensagem.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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05/11 às 10:45, atualizado 15:32

Pontos principais

  • A Anatel publicou no DOU de 4 de novembro o Despacho Decisório nº 2/SCD, de 3 de novembro, que trata do envio de SMS A2P.
  • As operadoras devem assegurar que os códigos curtos sejam dedicados, padronizados e de uso exclusivo de uma única pessoa jurídica, sem compartilhamento salvo justificativa técnica aceita pela Anatel, em até 60 dias, prorrogáveis por igual período.
  • As operadoras devem criar e manter, em até 90 dias, um diretório nacional e centralizado de códigos curtos, de consulta pública e gratuita, que identifica as pessoas jurídicas responsáveis pelo envio.
  • Em até 90 dias, prorrogáveis por 30, as operadoras devem impedir a entrega de SMS A2P vindos de códigos curtos que não estejam cadastrados no diretório.
  • Em até 60 dias, prorrogáveis por igual período, cada operadora deve aprovar e implementar uma Política Interna de Segurança para SMS e monitoramento automatizado do tráfego A2P, capaz de identificar campanhas fraudulentas e falsificação de identidade.
  • Originadores, agregadores, integradores e plataformas que usam SMS para autenticação ou autorização de transações devem identificar remetentes e prevenir fraudes, em até 90 dias.
  • As operadoras devem promover campanhas educativas antes de o diretório ficar disponível ao público.
  • A Superintendência Executiva da Anatel deve levar ao Conselho Diretor, em 180 dias, relatório com os resultados do acompanhamento.

No Brasil, a Anatel afirma que a medida busca reduzir a exposição dos usuários a golpes como phishing e engenharia social, citando o aumento significativo dos golpes digitais e o uso do SMS, canal amplamente adotado por bancos, empresas e serviços públicos, para aplicar fraudes. O centro da decisão é o diretório de códigos curtos: ele deve mostrar qual pessoa jurídica está por trás de cada remetente, e a agência condiciona a entrega de SMS A2P à presença do código nesse cadastro.

Originadores, agregadores, integradores e plataformas digitais que usam SMS para autenticação e autorização de transações também recebem obrigações próprias. A Anatel diz que as operadoras não respondem pelo mero transporte das mensagens, e que essas plataformas devem alcançar resultados de segurança equivalentes aos do SMS A2P sem que a agência exija identidade de tecnologia, arquitetura ou mecanismos de implementação.

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