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Fachin e Mendonça analisam indiciamento de Vorcaro em caso do BRB

Ministros do STF deram 15 dias para a PGR se manifestar sobre o indiciamento de Daniel Vorcaro e outros 14 investigados por fraudes no BRB.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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04/11 às 10:45, atualizado 20:45

Pontos principais

  • A Polícia Federal indiciou 15 pessoas, incluindo Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
  • A investigação apura gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa em operações de R$ 12,2 bilhões.
  • Mensagens revelam que Antonio Rueda e Vorcaro discutiram um acordo de R$ 320 milhões na BRB Financeira, barrado pelo Banco Central.
  • A defesa de Vorcaro contesta as acusações e alega que a manutenção da prisão preventiva, vigente desde março de 2026, viola direitos.
  • A Polícia Federal solicitou mais prazo para concluir perícias e reconstruir fluxos financeiros antes da denúncia formal.

O ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, encaminhou à Procuradoria-Geral da República o relatório parcial da Polícia Federal que indiciou 15 pessoas por fraudes envolvendo o Banco Master e o BRB. O ministro André Mendonça também determinou um prazo de 15 dias para que a PGR avalie o indiciamento de Daniel Vorcaro, apontado pela PF como líder da organização criminosa. A corporação sustenta que as investigações ainda precisam de aprofundamento para verificar a materialidade dos fatos, reconstruir fluxos financeiros e individualizar as condutas dos envolvidos, solicitando tempo adicional para a análise de laudos periciais pendentes.

O inquérito ganhou repercussão após a revelação de mensagens que ligam o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, a um acordo de R$ 320 milhões com Vorcaro para a venda de participação na BRB Financeira, transação que foi cancelada pelo Banco Central em dezembro de 2025. Enquanto Rueda afirma ter atuado apenas como consultor jurídico, a defesa de Vorcaro nega qualquer irregularidade e argumenta que nenhuma perícia oficial comprovou prejuízo ao erário. O empresário permanece sob custódia preventiva na Papudinha, no Distrito Federal, desde março de 2026, enquanto o Ministério Público Federal analisa os próximos passos processuais.

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