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PF indicia Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa por fraudes no BRB

Polícia Federal aponta gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro em operações de crédito entre o Banco Master e o Banco de Brasília, totalizando R$ 12,2 bi.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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29/10 às 15:02, atualizado 19:31

Pontos principais

  • A Polícia Federal indiciou 15 pessoas, incluindo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
  • O relatório da PF aponta que R$ 12,2 bilhões em créditos cedidos pelo Banco Master ao BRB seriam inexistentes ou fraudados.
  • As investigações, conduzidas no Inquérito 5026/STF, apuram crimes de gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de capitais.
  • Daniel Vorcaro negou irregularidades em depoimento, atribuindo a crise de liquidez do BRB a saques decorrentes de sua prisão.
  • Paulo Henrique Costa declarou à PF que operações foram estruturadas após ordens do então governador Ibaneis Rocha.
  • O inquérito será encaminhado ao Ministério Público Federal para decisão sobre o oferecimento de denúncia à Justiça.

A Polícia Federal concluiu o indiciamento de 15 pessoas no âmbito do Inquérito 5026/STF, que investiga irregularidades nas relações financeiras entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Segundo o relatório da corporação, datado de 28 de outubro de 2026, foram identificados indícios de gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de capitais. A investigação aponta que, entre julho de 2024 e outubro de 2025, o BRB adquiriu R$ 17,5 bilhões em créditos do Banco Master, dos quais pelo menos R$ 12,2 bilhões seriam compostos por títulos inexistentes ou de difícil recuperação.

Em depoimento prestado à PF em 15 de outubro, Daniel Vorcaro negou a prática de crimes e afirmou que a crise de credibilidade da instituição foi agravada pela sua prisão e pela liquidação do Banco Master. Por sua vez, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, alegou que as operações faziam parte de uma estratégia de expansão e afirmou que a estruturação do negócio teria sido determinada pelo então governador Ibaneis Rocha durante um encontro. O material agora segue para análise do Ministério Público Federal, que decidirá sobre a apresentação de denúncia formal à Justiça.

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