Copom mantém taxa Selic em 13,75% ao ano
O Copom manteve a Selic, taxa básica de juros do Brasil, em 13,75% ao ano, e vê riscos de alta para a inflação mais elevados que o usual.
Pontos principais
- Na 282ª reunião, o Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano, após reduzi-la para esse nível em setembro.
- Sete membros votaram pela manutenção, entre eles o presidente Gabriel Galípolo.
- O Copom projeta IPCA de 5,6% em 2026, 4,7% em 2027 e 3,5% no 2º trimestre de 2028, horizonte relevante da política monetária, no cenário de referência.
- A inflação cheia e a média das medidas subjacentes aceleraram e estão acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta.
- Segundo o Copom, as expectativas Focus para 2026 e 2027 subiram para 5,2% e 4,8%.
- Os riscos para a inflação seguem mais elevados que o usual, com assimetria altista: desancoragem das expectativas, inflação de serviços mais resiliente, políticas econômicas com impacto inflacionário maior e estímulos à demanda.
A decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (Copom) interrompe o ciclo de cortes nos juros. Segundo o Copom, ela é compatível com a convergência da inflação para o redor da meta, mas o contexto exige serenidade e cautela. A medida preserva a atratividade da renda fixa, com destaque para títulos pós-fixados e indexados à inflação.
O Copom descreve atividade em moderação mais acentuada e mercado de trabalho resiliente, com sinais de desaquecimento. No exterior, aponta a prolongação dos conflitos no Oriente Médio, com impactos altistas sobre o petróleo. Analistas avaliam que o futuro da taxa depende agora principalmente do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto o Copom segue acompanhando como a política fiscal afeta a política monetária.
Fonte primária
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
