Taxas do Tesouro Direto recuam com prévia do PIB abaixo do esperado
O recuo de 0,22% no IBC-Br de julho pressionou as taxas dos títulos públicos em meio à expectativa pelas decisões de juros no Brasil e nos EUA.
Pontos principais
- O IBC-Br de julho registrou queda de 0,22%, sinalizando desaceleração econômica.
- As taxas de títulos prefixados e atrelados à inflação abriram o dia em queda.
- O mercado projeta corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic pelo Copom.
- Investidores monitoram a expectativa de alta de juros pelo Federal Reserve.
As taxas dos títulos do Tesouro Direto operaram em queda nesta quarta-feira, reagindo à divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). O indicador de julho apresentou um recuo de 0,22%, dado que reforçou a percepção de desaceleração econômica e alimentou projeções de estagnação do PIB para o terceiro trimestre. Esse cenário de atividade mais fraca no Brasil tem influenciado diretamente a curva de juros, com investidores ajustando suas posições antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).
O movimento também reflete a cautela do mercado diante das divergências entre as políticas monetárias brasileira e americana. Enquanto o Copom é esperado para reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, o Federal Reserve deve elevar os juros nos Estados Unidos no mesmo patamar. Analistas de instituições como Goldman Sachs e XP já revisaram projeções de crescimento para os próximos anos, destacando que o aperto monetário global continua sendo um fator central para a precificação dos ativos de renda fixa no país.
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