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Copom decide nesta quarta-feira sobre manutenção ou corte da Selic

O Copom reúne-se hoje para definir a taxa Selic, com o mercado dividido entre a manutenção em 13,75% ou um corte, em meio à alta do dólar e da inflação.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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04/11 às 04:45, atualizado 09:45

Pontos principais

  • O Copom anuncia a decisão sobre a taxa Selic às 18h30 desta quarta-feira (4).
  • Analistas divergem entre a manutenção em 13,75% ou um corte para 13,5% ao ano.
  • A inflação acumulada em 12 meses atingiu 4,62%, superando o teto da meta de 4,5%.
  • O colegiado do Copom opera com desfalques devido ao fim dos mandatos de dois diretores.
  • Pressões cambiais, gastos públicos e incertezas globais complicam a decisão monetária.
  • Esta é a primeira reunião do comitê após as eleições presidenciais.
  • O dólar atingiu R$ 5,49 e o Ibovespa registrou queda pela sexta sessão consecutiva.
  • Investidores estrangeiros retiraram quase R$ 8 bilhões da Bolsa brasileira recentemente.
  • O boletim Focus revisou para cima as expectativas de inflação e câmbio para o período.

O Comitê de Política Monetária (Copom) reúne-se nesta quarta-feira (4) para definir a taxa básica de juros, em um cenário de crescente volatilidade nos mercados financeiros. Embora o mercado tenha debatido a possibilidade de uma redução da Selic para 13,5% ao ano, a expectativa majoritária aponta para a manutenção do patamar atual de 13,75%. A decisão ocorre em um momento de pressão sobre os preços, com a inflação acumulada em 12 meses atingindo 4,62%, superando o teto da meta contínua de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

A reunião é marcada por desafios estruturais, incluindo o fato de o colegiado estar desfalcado após o término dos mandatos de dois diretores, sem novas indicações do governo até o momento. Esse cenário é agravado por uma forte reprecificação de ativos, refletida na alta do dólar, que atingiu R$ 5,49, e na queda do Ibovespa pela sexta sessão consecutiva. Além disso, o boletim Focus revisou para cima as projeções de inflação e câmbio, enquanto investidores estrangeiros retiraram quase R$ 8 bilhões da Bolsa brasileira, sinalizando uma aversão ao risco que complica a condução da política monetária.

O tom do Banco Central no comunicado pós-reunião será o principal gatilho para o comportamento dos ativos, superando a decisão sobre a taxa em si. Em um contexto de monitoramento das políticas da administração de Donald Trump e de incertezas fiscais domésticas, a autoridade monetária busca equilibrar o controle inflacionário com a necessidade de estabilizar a curva de juros futuros. Paralelamente, o mercado acompanha nesta quarta-feira a divulgação de dados de emprego formal pelo Caged e balanços corporativos de empresas como C&A, Minerva e PRIO, que compõem o cenário macroeconômico mais amplo do dia.

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