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Brasil aguarda proposta dos EUA sobre tarifas comerciais para a próxima semana

O governo brasileiro espera receber dos Estados Unidos uma proposta de acordo para revisar as tarifas impostas pelo governo Trump sobre produtos nacionais.

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Foto: G1 Mundo
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04/11 às 09:15, atualizado 10:15

Pontos principais

  • O ministro Márcio Elias Rosa confirmou a expectativa de receber a proposta americana até a próxima semana.
  • As negociações foram iniciadas em setembro, após o Brasil contestar na OMC o tarifaço de até 37,5% aplicado em julho de 2026.
  • As sobretaxas impactam 23,1% da pauta exportadora brasileira, incluindo setores como máquinas, madeira e calçados.
  • As exportações brasileiras para os EUA registraram queda de 6,5% entre janeiro e setembro de 2026.
  • O governo brasileiro mantém a estratégia de negociação inalterada, apesar das mudanças políticas no Congresso americano.
  • A vitória democrata no Congresso dos EUA pode limitar a capacidade de Trump de impor novas tarifas, embora o presidente ainda disponha de instrumentos legais como as Seções 232 e 301.

O governo brasileiro aguarda para a próxima semana o envio de uma proposta formal por parte dos Estados Unidos para tratar das tarifas impostas a produtos nacionais. A expectativa foi confirmada pelo ministro Márcio Elias Rosa, que reforçou a continuidade das tratativas iniciadas em setembro, quando representantes dos dois países se reuniram para discutir os obstáculos comerciais. O Brasil contesta na Organização Mundial do Comércio (OMC) a base legal das sobretaxas de até 37,5% implementadas pelo governo de Donald Trump em julho de 2026.

As tarifas, que incidem sobre cerca de 23,1% da pauta exportadora brasileira, têm gerado impactos negativos na balança comercial, com uma queda de 6,5% nas exportações para o mercado americano no acumulado de 2026. Embora o cenário político nos Estados Unidos tenha mudado com a conquista da maioria democrata no Congresso, analistas apontam que o presidente Trump ainda mantém instrumentos legais, como as Seções 232 e 301, para sustentar sua política comercial. O governo brasileiro, contudo, mantém o cronograma de trabalho estabelecido, buscando uma solução diplomática para o déficit comercial que atingiu US$ 4,33 bilhões no ano.

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