Fifa paga US$ 4 milhões em impostos pessoais de Gianni Infantino
Entidade quitou dívida tributária do presidente após mudança para Miami, gerando questionamentos sobre governança e conflitos de interesse.
Pontos principais
- A Fifa desembolsou cerca de US$ 4 milhões para cobrir impostos pessoais de Gianni Infantino.
- O pagamento ocorreu após a mudança do dirigente de Doha para Miami e não foi incluído no relatório anual.
- A Uefa solicitou o afastamento de Bruno Chiomento, líder do subcomitê que aprovou o repasse, por conflito de interesses.
- O projeto de venda de direitos comerciais da Copa, o Fifa Forward Enterprise, enfrenta resistência de confederações.
A Fifa enfrenta uma crise de governança após a revelação de que a entidade pagou aproximadamente US$ 4 milhões para quitar dívidas tributárias pessoais de seu presidente, Gianni Infantino. O montante refere-se a impostos acumulados após a mudança do dirigente de Doha para Miami. A operação foi autorizada pelo subcomitê de remuneração, presidido por Bruno Chiomento, mas o valor não foi detalhado nos relatórios financeiros anuais da organização, o que intensificou as críticas internas sobre transparência e possíveis conflitos de interesse.
Em resposta à pressão, a Uefa solicitou formalmente o afastamento de Chiomento do processo eleitoral, questionando sua imparcialidade na condução dos pagamentos. Paralelamente, a entidade tenta conter o desgaste político envolvendo o projeto Fifa Forward Enterprise, que visa a venda de direitos comerciais da Copa do Mundo. O plano enfrenta forte resistência de confederações como Uefa, AFC e Concacaf, que exigem maior clareza sobre os protocolos de gestão e confidencialidade da entidade.
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